Onde Vive a Arte na América LatinaExposições de arte, edifícios, instituições e ações de fomento artístico compõem os ecossistemas singulares retratados em “Onde Vive a Arte na América Latina”. O livro, organizado por João Paulo Siqueira Lopes e Fernando Ticoulat, é mais do que uma documentação de 35 importantes espaços artísticos da região. A publicação é fruto de uma ampla e relevante pesquisa que reúne, além de imagens inéditas, texto críticos e entrevistas com curadores e dirigentes das instituições, aprofundando conexões, similaridades e diferenças no meio artístico latino-americano.

Ao folhear “Onde Vive a Arte na América Latina” e sua diversidade de espaços, obras, técnicas expositivas e produtivas, o leitor passeia por museus, fundações, residências artísticas, espaços independentes, parques de esculturas, e depara-se com poéticas únicas, desenvolvidas de forma peculiar por cada um deles. Aliás, na seleção, estão espaços brasileiros como Aarea, MAM Rio, LABVERDE, Pivô e Pinacoteca de São Paulo, além de instituições estrangeiras, a exemplo de Fragmentos, Espacio de Arte y Memoria (Colômbia), Malba (Argentina), Museo Tamayo (México) e NuMu (Guatemala).

“Um museu precisa se reinventar constantemente e desaprender para permitir o surgimento de outras formas de práticas. Ele precisa assumir o papel de ouvinte, abraçar as diferenças e antinomias, sem instituir novas categorias, territórios ou regras. (…) Queremos redescobrir uma linguagem institucional que possibilitará a comunicação inclusiva com aquelas parcelas da sociedade que deram as costas para a cultura e a arte. Queremos um museu para todas e todos”, afirmam os curadores da Pinacoteca, entre eles o diretor-geral Jochen Volz, em entrevista exclusiva publicada no livro.

O objetivo de “Onde Vive a Arte na América Latina” é ser uma referência para o desenvolvimento do estado da arte não só localmente, mas no mundo. Por isso, a publicação trilíngue também será lançada e comercializada em outros países da América Latina e da Europa (em parceria com a tradicional Turner Libros), disseminando internacionalmente essa extensa pesquisa e ressaltando a relevância global dos espaços retratados. Por meio dela, busca-se promover o intercâmbio de informações e o engajamento acerca da circulação da arte no contexto latino-americano﹒

Julieta González, recém-apontada diretora artística do Instituto Inhotim, assina a introdução e ressalta que “esta publicação se preocupa não apenas com arte, edifícios ou instituições, não apenas com quem expõe ou trabalha neles e os visita, mas com os ecossistemas singulares que constituem. Os diferentes espaços aqui reunidos partilham, em sua maioria, um terreno comum: eles deixam a arte surgir, a deixam trazer e produzir sentido; preservam, cultivam e crescem.”

Para o curador Fernando Ticoulat, que também assina um texto na publicação, “Esta publicação busca evidenciar que eles não são mais apenas sobre abrigar, cuidar e mostrar objetos de arte — padrão esse da arte moderna, do museu como a catedral secular. No contemporâneo, os locais que recebem e expõem arte tiveram que se adaptar às inovações dos artistas e suas propostas cada vez mais heterogêneas.” .

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