Exposição acontece gratuitamente no Paço Imperial.

Exposição
Foto: Rogério von Krüger/Divulgação

A FUNARJ, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e o Governo do Estado do Rio de Janeiro inauguram a exposição “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca” que reúne mais de 126 obras, de diversos artistas, produzidas entre os séculos XIX e XX. Os trabalhos destacam a arte modernista específica da cena carioca. Aliás, a exposição é dividida em oito módulos expositivos, além de fazer o “acervo falar”, o que significa torná-lo disponível e acessível para as diversas camadas da população.

Além disso, “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca” também retrata a cultura carioca, que pode ser vista nos trabalhos de Djanira, Caribé, Marcier, Cícero Dias, entre outros artistas. As festas de rua, o samba, o candomblé, bem como o Corcovado e o Pão de Açúcar, tornam-se ícones do imaginário da cidade e do povo brasileiro. Do Rio boêmio e folclórico, de Di Cavalcanti, ao Rio oblíquo, de Goeldi, a cidade domina a coleção.

Diferente da aristocracia e do nacionalismo ligado à conjuntura paulista, o modernismo carioca acentua o caráter popular e a beleza natural da cidade, expressa nos grandes painéis e em outras inúmeras obras que retratam o Rio de Janeiro.

Quando pensamos em arte moderna, incluindo a Semana de 1922, é a conjuntura artística paulista que domina o pensamento e o discurso. No entanto, a cidade do Rio de Janeiro tem um desenvolvimento moderno anterior a 1922 e uma especificidade artística que necessita ser reconhecida. A exposição “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca” na Coleção Banerj tem, certamente, esta função: afirmar um modernismo específico e característico da cena carioca.

Para Marcus de Lontra Costa, um dos curadores da exposição, a coleção é, hoje, a mais importante coleção pública do Brasil. “Ela, certamente, reúne obras do Modernismo brasileiro essenciais da nossa história do século XX. Nós temos aqui um modernismo particular, não aquele modernismo vanguardista, que nós muitas vezes nos referíamos, o modernismo do início heroico, dos artistas dos anos 10, anos 20, no Rio, São Paulo, Minas, Pernambuco. Aqui temos a consolidação modernista de artistas que já estão fixados no mercado e no circuito institucional brasileiro”, destaca o curador.

A Coleção Banerj começou a ser formada no início dos anos 60, vinculada ao contexto de afirmação da Cidade-Estado da Guanabara. Desde 1998, a FUNARJ cumpre o compromisso de preservar, estudar e divulgar a Coleção, que reúne trabalhos de artistas de grande relevância, hoje um acervo público do Estado do Rio de Janeiro.

 “Esta coleção foi formada para as comemorações do IV Centenário do Rio de Janeiro, trazendo no seu bojo a intenção de reafirmar o papel de capital cultural brasileira”, aponta Douglas Fasolato, coordenador de Museus da FUNARJ.

SERVIÇO:
Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48. Centro
De 17 de Novembro de 2021 até 20 de março de 2022
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

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