Artista francês Maotik abre o festival.

Depois de quase dois anos de sonhos represados, em sua 17ª edição, o Festival Multiplicidade retoma as atividades presenciais, sem deixar de lado as experiências remotas. Transitando entre esses dois formatos, o festival apresenta uma programação que abraça instalações, residências artísticas, debates, videomapping e performances, sempre no cruzamento entre tecnologia e múltiplas linguagens artísticas, afeto e técnicas, sons e imagens inusitados. O destaque vai para o artista francês Maotik (Mathieu Le Sourd), um dos grandes nomes das instalações de arte digital, que vai apresentar sua obra interativa “Bloom”, a partir de 16 de fevereiro.

MultiplicidadeAliás, a pré-estreia do Festival Multiplicidade 2022_ANO 17 foi celebrada em 2-2-22, dia de Iemanjá, com “Aruanda”, uma celebração da cultura afro-brasileira conduzida por Pais, Mães e Filhos de Santo de Umbanda e Candomblé com tambores e cantos da Casa de Candomblé Onixêgun.

“A cerimônia foi, certamente, uma forma de purificar e abrir os caminhos para as atividades dessa edição, após todas as agruras causadas pela pandemia e na esperança de dias melhores. Um Salve a Cultura e um Salve a Iemanjá.”, revela Batman Zavareze, idealizador e co-curador do evento ao lado de Carlos Albuquerque, Nado Leal e Nico Espinoza.

A programação começa com a instalação “Bloom”, de Maotik, que ocupará a galeria do quarto andar do Oi Futuro, a partir do dia 16 de fevereiro até o fim do evento, em 03 de abril. A obra interativa, que reage ao movimento e aos gestos do público criando imagens plasticamente impactantes, já rodou diversos países do mundo, como França, Suíça e Itália e Egito, e chega ao Brasil pela primeira vez.

A partir de março, o Festival abrigará o projeto Amplify DAI (Digital Arts Initiative), uma iniciativa do British Council e Oi Futuro, visando as trocas culturais, através de residências entre artistas identificadas como mulheres de várias nacionalidades, em parceria com o MUTEK (Canadá), Arte Lab (Argentina) e SomersetHouse (Reino Unido), e com os festivais brasileiros, Novas Frequências e Amazônia Mapping selecionados juntos ao Multiplicidade.

A obra audiovisual inédita resultante desses encontros será exibida virtualmente e replicada no Oi Futuro, junto à apresentação dos resultados das outras parcerias do projeto Amplify DAI. Além disso, o momento final conta também com um debate sobre o papel feminino na (re)criação artística em um mundo pós pandêmico, com diversas convidadas, entre artistas, produtoras, técnicas e curadoras. O evento será sonorizado pela DJ e produtora Marta Supernova.

Em mais uma cooperação com o Instituto Cultural da Dinamarca, o festival traz a obra audiovisual inédita, “Unite”, do músico dinamarquês Rumpistol. Acompanhado do seu quarteto e do artista visual Marius Nielsen, com sua sonoridade pastoral e seus hipnóticos visuais, Rumpistol propõe um momento de pausa e reflexão sobre a condição humana, após o próprio ter sofrido um “burnout”.

A ocupação do centro cultural pelo Festival Multiplicidade se estende igualmente ao teatro do prédio no Flamengo, com uma série de “instalações #tbts”, relembrando momentos marcantes da trajetória do evento, como o vinil “Barulho”, a performance “Blind date” de Naná Vasconcelos, na qual ele anteviu o apagão do Brasil, a série MULTIPLICIDADE no Canal Brasil que atingiu mais de 1 milhão de pessoas, os 11 livros editados ao longo desses 17 anos e a desafiadora performance “Máquina – Parte I”, de Gabriela Mureb, realizada em 2017.

Já o térreo do prédio do Oi Futuro vai receber “Sensing knife”, uma experiência de realidade aumentada e espacialização sonora, desenvolvida por artistas-cientistas da Universidade Humboldt – Berlin, e uma apresentação do projeto Nine Earth, em parceria com British Council, desenvolvido para a COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) para discutir a sustentabilidade dos consumos em diferentes territórios do mundo.

O Festival Multiplicidade é um espaço vital para a cultura nacional, o evento também foi uma forma de homenagear Roberto Guimarães, Gerente Executivo de Cultura da instituição, que faleceu em 2021.

SERVIÇO
Data: 02/02 a 03/04
Local: R. Dois de dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro
Horário: diariamente das 11h às 18h.
Contato: (21) 3131-3060
Preço: Grátis com retirada de ingressos com agendamento pelo Sympla

Nos dias 2 e 3 de abril, o Festival Multiplicidade apresenta uma série de novas atrações, no Oi Futuro e no Youtube, fechando a programação da edição de 2022. A entrada é franca.
Além da instalação sonora Bloom, do françês Maotik, o festival traz a obra audiovisual inédita do artista dinamarquês Rumpistol, “Unite”; o Sensing knife”, uma experiência de realidade aumentada e espacialização sonora, desenvolvida por artistas-cientistas da Universidade Humboldt — Berlim; e, também, o Nine Earths, uma obra audiovisual feita para a COP26, da ONU, que será exibida no térreo do Oi Futuro. Em seguida, o festival traz uma entrevista inédita com o ambientalista Ailton Krenak.

A programação conta ainda com O AMPLIFY DAI, que vai apresentar duas obras audiovisuais, fruto de uma residência artística, entre artistas brasileiras e do Reino Unido. Após a apresentação das obras, será promovida uma mesa de debates com produtoras, artistas e criadoras culturais, mediadas pela jornalista Maria Fortuna.

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