"O Patinho Feio"
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“O patinho feio”, famoso conto de Hans Christian Andersen, inspirou a Trupe Investigativa Arroto Cênico para criar um espetáculo infanto-juvenil em forma de cordel. Se na história original o patinho era, na verdade, um cisne, a versão do coletivo teatral de Nova Iguaçu fez com que o patinho se aceitasse como era, mantendo o tema sobre o respeito às diferenças.

Diz-se que quem conta um conto, aumenta um ponto. Se não fosse assim, como chamar a atenção para tantas histórias contadas muitas vezes ao longo do tempo? Mas e se, em vez de aumentar um ponto, partíssemos de outro ponto, nem que fosse de outro ponto vista, para contar uma história já revisitada de muitas formas? É isso o que acontece nesta versão de “O patinho feio”.

O espetáculo leva ao palco atores que se desdobram nas funções de cantores, músicos e contadores de história. Tendo como cenário o Nordeste do Brasil e com personagens típicos dos terreiros do sertão, aliás, a peça atualiza a dicotomia entre feio e bonito, trazendo a reflexão sobre as diferenças, a diversidade, o processo de entendimento, aceitação e acolhimento do outro.

Contemplado no Edital Retomada Cultural RJ da SECEC, por meio da Lei Aldir Blanc, o espetáculo estreou virtualmente em abril de 2021 e participou de festivais de teatro nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Maranhão.

“Essa temporada, certamente, representa para nós a retomada de um trabalho presencial depois do período de pandemia, em que tivemos que nos reinventar por meio de projetos em formato virtual. Além disso, é também a celebração dos sete anos de trajetória do grupo”, conta Marcos Covask.

Sobre a peça, Marcos Covask, explica, “O texto de Cesário Candhí e Beto Gaspari surgiu de uma pesquisa cênica baseada nos aspectos contemporâneos do conto de Hans Christian Anderson e na Literatura de Cordel. Nossa proposta artística faz no palco uma grande celebração da cultura popular brasileira, desenvolvendo um trabalho textual e cênico autoral, buscando resgatar e divulgar o teatro de cordel”.

A peça estreia presencialmente no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá, com temporada nos dias 5, 6, 12 e 13 de fevereiro – sessões às 15h e 17h.

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