O Museu do Amanhã anunciou hoje em uma coletiva de imprensa, a programação do ano de 2022. Pautado pelo tema “Sobre vivências: a vida que queremos”, o museu trará iniciativas e projetos que aproximam o público de assuntos como ciência, educação, meio ambiente, saúde e democracia. O objetivo é, certamente, promover o diálogo entre diferentes fontes de conhecimento e colaborar para a construção de novos amanhãs.

 A primeira novidade, aliás, é um grande pedido do público: a volta da gratuidade para todos os visitantes às terças-feiras. A partir do apoio do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, este benefício entrará em vigor amanhã, 15 de março. Os ingressos poderão ser retirados on-line pelo site da Eventim e será necessário apresentar o voucher, impresso ou pelo celular. O agendamento dos bilhetes terá dia e horário marcado para controlar a quantidade de pessoas que estará no Museu ao mesmo tempo, evitando aglomerações e permitindo uma experiência mais segura para todos. Não será possível adquirir os ingressos no próprio museu, somente pelo site da Eventim. Além disso, a apresentação do certificado de vacinação, físico ou digital, é obrigatória na entrada do Museu.

Entre os principais projetos do ano, o museu realiza a partir de abril o “Amanhãs do Brasil”, que promove a discussão de temas fundamentais para o futuro do país, contribuindo para a expansão e o aprofundamento do debate que precede as próximas eleições presidenciais, em outubro. A iniciativa propõe uma multiplicidade de formato e linguagem que reúne roda de conversas, oficinas, falas inspiradoras e apresentações artísticas. Ao todo, serão cinco encontros presenciais e abertos ao público, com a participação de especialistas debatendo em painéis sobre assuntos importantes no contexto da democracia.

As exposições ‘Fruturos – Tempos Amazônicos’ e a exposição de Sebastião Salgado estão ambas alinhadas com o macrotema da regeneração, além de diversas outras atividades ao longo do ano. Já para falar sobre democracia e liberdades, a exposição ‘Amanhãs do Brasil’ trará olhares sobre educação, justiça climática, informação de qualidade e cultura. A longevidade com qualidade será abordada a partir da exposição sobre o coração e com as diferentes programações ligadas a essa perspectiva de como é possível termos qualidade de vida e cidades mais saudáveis”, destaca Leonardo Menezes, Diretor de Conhecimento e Criação do Museu do Amanhã.

 Depois de passar por Paris, Roma, Londres e São Paulo, a exposição “Amazônia”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, chegará em julho ao Museu do Amanhã. A mostra revela o resultado de sete anos de experiências e expedições fotográficas pela Amazônia brasileira. As fotografias destacam rios, montanhas e os povos de 12 comunidades indígenas, jogando luz sobre as belezas e os mistérios da maior floresta tropical do mundo.

Alinhado ao Congresso Mundial de Cardiologia, que será realizado de 13 a 15 de outubro de 2022 no Rio de Janeiro em conjunto com 77º Congresso brasileiro de Cardiologia, o Museu do Amanhã conceberá e apresentará uma exposição sobre “Coração e Longevidade”, abordando questões ligadas à saúde cardiovascular e à conexão entre a maior expectativa de vida e um olhar multidisciplinar para o coração.

“A exposição se alinha a um dos subtemas do ano, que é saúde e longevidade, onde vamos abordar as doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no Brasil e no mundo. Queremos olhar não só para como podemos prevenir, mas também para como o ambiente externo, o nosso estilo de vida e o uso das tecnologias podem colaborar para a qualidade de vida. Na curadoria, a gente pensa em uma jornada a partir do coração que se expande para a relação do corpo com o ambiente que nos cerca e as condições nas quais nós vivemos”, adianta Leonardo Menezes.

Para marcar a Semana do Meio Ambiente, o Museu do Amanhã promoverá do dia 5 a 11 de junho uma rodada de painéis, palestras, rodas de conversa e sessão de documentários sobre temas diversos. Cada dia terá uma temática principal: mudanças climáticas, preservação dos oceanos, Baía de Guanabara, metrópoles sustentáveis, regeneração florestal e ativos sustentáveis.

Ainda dentro da programação, está prevista a Ocupação Antropoceno, projeto que reunirá cientistas, artistas, ambientalistas, gestores, agentes, governos, instituições e sociedade, em múltiplas atividades, realizadas em diversos lugares da cidade, para pensar, vivenciar, colaborar e atuar juntos a favor do presente e futuro do nosso planeta. O objetivo da iniciativa é apresentar reflexões e ações sobre o impacto do ser humano na Terra e a urgência de construirmos um equilíbrio para o planeta. O projeto contará com o patrocínio ArcelorMittal, Repsol Sinopec Brasil e Volvo Group e o apoio da EMS.

Além das novidades, em 2022 o Museu dará continuidade a projetos como o “Inspira Ciência” e o “Mulheres na Ciência”, fruto da parceria com o Conselho Britânico. O primeiro é um programa de formação de professores da educação básica, que aborda temas fundamentais em Astronomia, Geologia, Biologia e Ecologia. O Inspira Ciência auxilia os educadores que buscam oportunidades de atualização e também responde às demandas provocadas pela Base Nacional Curricular. Já o Mulheres na Ciência é voltado para pesquisadoras brasileiras das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática, que visa fortalecer a liderança feminina na inovação de base científica e tecnológica.

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