"LÍQUIDA"
Foto: Maurício Mocar

O humor das águas tem rosto de mulher, é isso que mostra “LÍQUIDA”, o primeiro espetáculo da Cia Líquida, com estreia marcada abril no Teatro João Caetano. A montagem de estreia da companhia constrói uma ambiência baseada nas simbologias da figura da orixá Iemanjá, divindade das religiões de matriz africana e afro-indígenas e do sincretismo brasileiro. Aliás, a ideia de “LÍQUIDA” ganhou o primeiro lugar no edital Prêmio FUNARJ de Dança 2021.

O espetáculo é para pessoas de qualquer idade, religião ou crença, pois fala sobre diversidade para um público diverso. Sobre como cada um de nós sente e entende a figura de Iemanjá, onde as movimentações cênicas consideram os líquidos corporais como o oceano que existe dentro e fora de cada uma de nós.

O espetáculo foi concebido e criado a partir do conceito estético de humor das águas, que se baseia na observação dos fluidos corporais e dos líquidos dos mares, permitindo o uso de qualidades de movimentações fluidas, balanceadas, com diferentes níveis de modulação de energia. Os elementos em cena trazem diversas camadas ao todo que é o espetáculo, tornando-o algo imersivo, onde a plateia não precisa sair da cadeira para ter uma interação com a cena.

Para Mery, “Líquida” é um grito de prazer e dor: prazer dos corpos femininos periféricos que dançam essa celebração, e dor que lembra o sofrimento dos corpos dos nossos antepassados, que trouxeram essa deusa-orixá através do tráfico negreiro no oceano atlântico. É a fluidez e a força do sincretismo religioso e uma saudação de respeito às religiões de matriz africana e afro-indígena”, pontua a diretora, cujo espetáculo realiza ainda uma apresentação dia 14 de abril às 20h no Teatro Armando Gonzaga.

SERVIÇO:
09 de abril às 19h
Teatro João Caetano ( Praça Tiradentes, s/nº – Centro / RJ)
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre
DURAÇÃO: 60 minutos
VENDAS DE INGRESSO NO LOCAL
14 de abril às 20h
ONDE: Teatro Armando Gonzaga (Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Mal. Hermes)

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