Considerado o mais importante festival sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema acontece de 27 de julho a 18 de agosto. Além disso, a mostra apresenta em junho uma retrospectiva especial com 20 títulos de destaque exibidos nas dez primeiras edições do festival.

O evento, que é totalmente gratuito, tem o objetivo de celebrar a Semana do Meio Ambiente, que oficialmente é comemorada na primeira semana de junho. Confira a programação no site!

No total, estão reunidos online 20 longas-metragens produzidos entre 2009 e 2021 e ainda um documentário inédito, Lixo Mutante, de Dani Minussi e Adriano Caron. O filme discute a questão dos resíduos sólidos através de entrevistas e performance, além de propor novas relações entre sociedade, indivíduo e lixo.

A programação traz ainda, nos dias 2 e 9 de junho, dois debates on-line, que são transmitidos pelo canal da Mostra Ecofalante no YouTube. Aliás, o primeiro deles trata da efeméride de 30 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio-92, e dos 50 anos do Relatório “Limites para o Crescimento”, também conhecido como “Relatório Meadows”.

 Já o debate do dia 9 de junho discute o futuro dos festivais de cinema a partir da retomada pós-pandêmica, com cineastas e diretores de festivais.

Na abertura do evento, no dia 1 de junho, serão apresentadas duas produções que causaram forte impacto junto ao público da Mostra Ecofalante de Cinema. O vencedor do Oscar de melhor documentário de longa-metragem A Enseada (2009) mostra como um grupo de ativistas, liderados por um treinador de golfinhos e utilizando equipamentos de última geração, se infiltra em uma enseada escondida no Japão, trazendo à tona um segredo sombrio e mortal. Dirigido pelo norte-americano Louie Psihoyos, o longa conquistou ainda o prêmio do público para documentários no Festival de Sundance, entre dezenas de outras premiações.

Por sua vez, o espetacular Era Uma Vez Uma Floresta (2013), do francês Luc Jacquet (vencedor do Oscar por “A Marcha dos Pinguins”), nos introduz aos segredos e tesouros contidos numa floresta tropical. Através de belíssimas animações sobrepostas em cenários reais, somos convidados a testemunhar como nasce uma floresta tropical. Aqui, se documenta o crescimento de uma floresta, em uma jornada nas profundezas da selva tropical. Trata-se de um convite para um mundo de maravilhas naturais e beleza surpreendente. O filme fornece uma completa imersão sensorial no esplendor primitivo de um dos mais ricos mistérios da natureza, convocando o público a entrar, descobrir e se maravilhar com um universo de tesouros incalculáveis, enquanto une sua voz à crescente consciência da necessidade de preservar nosso mundo. A obra foi indicada ao prêmio César (o “Oscar” do cinema francês) na categoria de melhor documentário.

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