A leitura é a mola mestra na formação do ser humano. Quem lê tem a possibilidade de viajar para inúmeros lugares e viver em mundos diferentes, participando de experiências que vão além do mundo real, mas que dialogam com a realidade, o que permite aprendizados e reflexões profundas. A Biblioteca A Casa Amarela se torna um espaço de convivência com o intuito de ser referência na leitura, principalmente para crianças e mulheres. Além disso, o espaço será um local de trocas, de afeto e acolhimento.

Sob o comando de Pedro Gerolimich, idealizador do projeto, também conhecido por Pedro do Livro, faz uma aterrissagem em terra firme e traz na bagagem muitos planos. O principal deles é o de levar o visitante a uma grande viagem na literatura, de um jeito que seja possível alcançar um novo mundo de quem tem sede de saber.

Com o apoio da Secretaria de Estado e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Central Única de Favelas, a Biblioteca vai funcionar também como ferramenta de transformação social, e mais, vai ser um cantinho aberto para quem não está acostumado ou sequer jamais vislumbrou estar num lugar assim. Na programação, atividades lúdicas e educacionais, oficinas literárias, reforço escolar, escrita criativa, aulas de inglês, leitura dramatizada, gastronomia, teatro e artes visuais.

“Esse projeto vem se desenhando na minha cabeça desde o inicio da retomada das atividades presenciais, acho que a pandemia nos fez voltar a questões que antes não dávamos a devida atenção, são questões como solidariedade, afeto, até mesmo um simples abraço tiveram todo um ressignificado em minha vida, por isso comecei a compartilhar esse sonho, primeiro com minha esposa, minha família, amigos, daí tudo foi crescendo e o sonho passou a ser o sonho de outras pessoas também, até se tornar realidade” – relata Pedro do livro.

O Projeto

A Biblioteca “A Casa Amarela” nasceu a partir de um grupo de moradores envolvidos com o bairro Anchieta que se uniu e começou a colocar a mão na massa, desde a diretoria, oficineiros, voluntários, entre outros. O funcionamento vai girar em torno de dois principais programas: o empréstimo de livros com o cadastro prévio e a distribuição gratuita de livros, com o compromisso do leitor, assim que terminar a leitura, passar adiante a obra para outra pessoa. A Casa Amarela quer se tornar uma referência sociocultural do bairro e trazer um diferencial positivo na vida das pessoas.

“Meu sonho é que nossa cidade, que já é reconhecida pela sua beleza, seja reconhecida também como uma cidade educadora, que um livro em uma estante ou na mochila de uma criança não seja privilégio somente das crianças ricas, mas faça parte de nosso dia a dia, que mães possam trabalhar e ter com quem deixar seus filhos e que na volta para casa eles estejam alimentados e felizes” – completa Gerolimich.

Outro foco do projeto é a intenção de mudar o entorno, formando cidadãos críticos, pensantes e autônomos. Paralelo a isso, os arredores também serão transformados de alguma maneira, chamando a atenção para as carências do bairro, fazendo melhorias e ampliando os direitos da vizinhança.

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