Amaro Freitas
Foto: Jao Vicente

Amaro Freitas fez o Jazz dançar com frevo, baião e outras riquezas dos ritmos nordestinos sem pisar-lhes os pés, em ” Rasif” (2018) e “Sangue Negro” (2016). Agora, “Sankofa” (2021), seu mais recente álbum, ganha show de lançamento, aliás, o álbum é uma busca espiritual por histórias esquecidas, filosofias antigas e figuras inspiradoras do Brasil Negro.

Para Amaro trabalhar não é apenas tocar piano, sua arte vai muito mais fundo do que a teoria e a prática da música. Explicando o ímpeto por trás de “Sankofa”, ele elucida, “Trabalhei para tentar entender meus ancestrais, meu lugar, minha história como homem negro. A história dos povos originários, das diversas etnias que ocuparam este território, de como somos plurais. O Brasil não nos disse a verdade sobre o Brasil. A história dos negros antes da escravidão é rica em filosofias antigas. Ao compreender a história e a força de nosso povo, pode-se começar a entender de onde vêm nossos desejos, sonhos e vontades.”

Sankofa é um símbolo Adinkra, conjunto de símbolos ideográficos dos povos acã, da África Ocidental, que representa um pássaro com a cabeça voltada para trás. Quando se deparou com ele em uma bata à venda em uma feira africana no Harlem, em Nova York, Amaro Freitas, enfim, compreendeu a importância do seu significado e assim fez dele o conceito fundamental para o seu novo álbum.

“O símbolo do pássaro místico, que voa de cabeça para trás, nos ensina a possibilidade de voltar às raízes para realizar nosso potencial de avançar. Com este álbum quero trazer a memória de quem somos e homenagear bairros, nomes, personagens, lugares, palavras e símbolos que vêm de nossos antepassados. Eu quero comemorar de onde viemos”, diz Amaro.

SERVIÇO
Amaro Freitas Trio
Teatro Prudential – Rua do Rússel, 804
Datas: 07 de julho Horário: 20h
Abertura da casa: 60 minutos antes
Ingressos pela Sympla
Lotação presencial: 359 lugares

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