Exposição fotográfica traz imagens como testemunho da vida e da natureza viva.

Sebastião Salgado
Amazônia, Sebastião Salgado, Sesc Pompeia Sebastião Salgado/Sesc Pompeia/Divulgação

Após passar por Paris, Roma, Londres e São Paulo, a exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, chega ao Rio de Janeiro em 19 de julho de 2022. com idealização e curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição contém cerca de 200 imagens da grandiosa e deslumbrante Amazônia brasileira. Aliás, no espaço expositivo, o ambiente é embalado com trilha sonora do francês Jean-Michel Jarre.

Fruto de sete anos de trabalho do artista, a nova exposição continua a fazer o árduo  trabalho de questionaras atitudes do ser humano e o seu efeito sobre o aquecimento global. Em coletiva de imprensa, o fotografo conta que o tema faz parte de sua carreira desde a criação de “Genesis”, livro lançado em 2014, pela editora Taschen. Desde então, Salgado, diz que é difícil eu dar uma resposta justa para uma questão geral, na verdade o aquecimento global me levou a fazer essas fotografias. O trabalho que desenvolve é ligado a ecologia, há anos. Feito junto com sua esposa, Lélia, eles criaram uma instituição pela reabilitação ecossistêmica.

Sebastião Salgado apresenta um recorte do bioma de beleza inigualável da Amazônia, desde a floresta tropical, os rios, as montanhas, as pessoas que ali vivem, além de todo aquele tesouro insubstituível da humanidade em que o imenso poder da natureza é sentido, certamente, como em nenhum outro lugar da terra.

As fotos expostas trazem boa parte das dezenas de registros do fotógrafo em ação por terra, água e ar feitas por Lélia e Serva. São imagens dele capturando pelas lentes a essência das florestas, rios, montanhas e da vida em 12 comunidades indígenas da região.

A exposição “Amazônia” com fotos, vídeos e projeções que retratam a luta pela preservação dos ecossistemas e populações indígenas. Além das fotografias, há sete vídeos com testemunhos de lideranças indígenas sobre a importância da Amazônia e os problemas enfrentados atualmente para a sobrevivência na floresta.

A exposição é, certamente, resultado de uma imersão na região que cobre o Norte do Brasil e se estende por outros oito países sul-americanos. A maior floresta tropical do planeta hoje é tema de discussão politico partidária, mas vai muito além disso, seu reduto deve ser mantido as sete chaves. O coração do mundo, como já foi chamada, corre perigo.  E ao correr perigo, coloca o mundo inteiro em alerta.

Ao final da exposição, o visitante conhece o Instituto Terra, trabalho de Sebastião Salgado com Lélia iniciado em 1998 para o reflorestamento de 600 hectares da Mata Atlântica.

“Amazônia” pode ser visitada de 19 de julho a 29 de janeiro de 2022.

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