UpstreamMuitas vezes na vida, ficamos presos em um ciclo de apagar incêndios, lidamos com emergências. Permanecemos downstream, lidando com um problema após o outro, mas nunca fazemos nosso caminho upstream, buscar consertar os sistemas que causaram os problemas. A publicação foi considerada bestseller do Wall Street Journal.

Policiais perseguem ladrões, médicos tratam pacientes com doenças crônicas e representantes de call centers atendem às reclamações dos clientes. Mas muitos crimes, doenças crônicas e reclamações de clientes são evitáveis. Então, por que nossos esforços se inclinam tanto para a reação em vez da prevenção?

Em busca dessas respostas, Dan Heath conduziu mais de trezentas entrevistas com solucionadores de problemas não convencionais e publica seus achados no livro “Upstream – A busca para resolver os problemas antes que apareçam”, que chega agora em julho ao Brasil, em primeira mão para assinantes da Grow, o clube de experiências literárias focadas em desenvolvimento pessoal.

 O termo “upstream” sugere que estamos remando não rio abaixo, para desaguar no mar, e sim ao contrário: estamos voltando ao início. Na capa, o leme é uma referência clara ao instrumento náutico que permite governar uma embarcação, mudando uma rota.

E em outras passagens da obra, o autor volta com a alegoria, subvertendo algumas lógicas: somos convidados a pensar como peixes sábios, conscientes de estar dentro d’água, e somos chamados a dar formato à própria água. O que Heath quer dizer com tudo isso é que, quando estamos às voltas com desafios o tempo todo e somos reativos a todos eles, acabamos embarcando em uma viagem rio abaixo em que seguimos o fluxo sem nem questionar mais a origem dos problemas. É como se, ao resolver tudo o tempo todo, não resolvêssemos nada. Assim, parar tudo, saber-nos conscientes de onde estamos e usarmos o leme pode ser uma forma simples — e quase óbvia — de mudarmos não só nossa vida em casa, com amigos e filhos, como também no trabalho e na sociedade.

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