Exposição investiga as ligações entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

Conexões
Foto: Wilson Alves Cordeiro

Com visitação gratuita, a exposição “Conexões” percorre história e memórias das cidades do Rio de Janeiro e Niterói, com paisagens de ambas e da Baía de Guanabara, além de serem referências e símbolos culturais que marcaram o período moderno da civilização,  conexões da vida em sociedade.

 A forma de apresentação, certamente, revela a proposta de intervenção no ambiente urbano. “Conexões” é montada no interior de containers marítimos, instalados no Horto do Fonseca, espaço público da cidade de Niterói. Os visitantes terão acesso a uma cronologia da construção da Ponte Rio-Niterói, inaugurada em 1974. Aliás, uma conexão que, antes de sua existência, esteve muito presente no imaginário da população dessas duas cidades: Rio de Janeiro e Niterói.

Com visitação gratuita, a exposição tem forte viés educativo. A curadora Carmen Lucia de Azevedo apresenta o projeto, “A vida é produto de conexões. Nada existe no universo de forma absoluta ou independente. Tudo se interliga e se mantém graças aos laços que tecem a cadeia infinita do pulsar da vida em suas múltiplas formas. O infinito e encantador mundo de conexões de diferentes ordens é o tema da nossa exposição”

 “Tratamos da conexão entre Rio e Niterói, uma ligação de 500 anos, incrementada ao longo do tempo”, comenta a curadora, que norteou seu trabalho a partir de recorte histórico, ela completa, “A partir de 1808, quando a Família Real se instalou no Brasil, Rio e Niterói começaram a se desenvolver. As duas cidades dividem, entre outras coisas, primeiramente, uma baía, que está entre elas, a Baía da Guanabara”.

“A Ponte Rio-Niterói era um sonho antigo no imaginário carioca e niteroiense. No século 19 vários projetos foram apresentados a D. Pedro II, um deles por ingleses, para a construção de uma ligação para trânsito de trens. Mais de 100 anos se passaram até que o projeto de construção de uma ponte fosse executado, o que só começou a acontecer em 1968, com a colocação da Pedra Fundamental da Ponte Rio-Niterói, numa cerimônia presidida pela rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra”, informa a curadora, comentando o desafio de resumir 500 anos em uma exposição.

Além disso, a exposição reúne imagens e fotografias de acervos iconográficos e de fotógrafos contemporâneos. Foram alvo da pesquisa a Fundação Biblioteca Nacional, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Museu Aeroespacial, Arquivo Nacional, Agência O Globo, Agência Iconografia, Instituto Moreira Salles, Historical Service of Navy e NASA, além de fotos contemporâneas de Marcio Castanho Soares, Rogério Reis, Wilson Alves Cordeiro, Manoel Moraes Jr, Guilherme Milward e da Sociedade Fluminense de Fotografia.

Dividida em seis núcleos, a exposição  fica em cartaz de 16 de julho a 16 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 19h., e conta com monitoria para recepcionar os visitantes, além de uma série de ações educativo culturais direcionadas a estudantes e professores de ensino fundamental, além de material para ser acessado no site do projeto.

Serviço
Exposição aberta à visitação gratuita: 16 de julho à 16 de outubro / 2022.
Horário: de terça à domingo, das 10h às 19h.
Local: Horto do Fonseca – Niterói – Rio de Janeiro. ( Alameda São Boaventura, 770.)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here