Laurentino GomesO Instituto Pretos Novos recebe o jornalista e pesquisador Laurentino Gomes para a turnê de lançamento e sessão de autógrafos do terceiro e último volume da trilogia “Escravidão”. A obra, publicada pela Globo Livros, se desdobra sobre o profundo e definitivo impacto da escravidão na formação do país e da sociedade brasileira.

“Escravidão – Da Independência à Lei Áurea” é dedicado ao século XIX, desde a Independência, passando pelos Primeiro e Segundo Reinados; ao movimento abolicionista, que resultou na Lei Áurea de 13 de maio de 1888; e ao legado da escravidão, que ainda hoje emperra a caminhada dos brasileiros em direção ao futuro.

Com capítulos ricamente ilustrados com imagens, mapas e tabelas, o último volume de “Escravidão” segue o estilo da série, caracterizado por um texto jornalístico fluido, de leitura acessível. Além disso, reúne na forma de ensaios e reportagens, as observações e conclusões reunidas pelo autor ao longo de seis anos de viagens, leituras e pesquisas.

Para Laurentino Gomes, a situação de 1882 permanece até hoje, dois séculos depois da Independência. “Sem acesso à educação, moradia, saúde, renda e condições dignas de vida, a população afrodescendente brasileira foi abandonada à própria sorte, marginalizada, explorada sob formas disfarçadas de trabalho forçado e mal remunerado” ,destaca o autor.

O jornalista, que já esteve no IPN durante o lançamento do primeiro livro da trilogia, comenta sobre a emoção de voltar ao Museu para esse encontro de encerramento. ”Na vida existem grandes momentos de transformações, realizações, inícios e fechamentos de grandes ciclos; e foi exatamente o que aconteceu comigo nessa trilogia da história da escravidão no Brasil. Considero que é a obra mais importante que fiz até hoje e, provavelmente, farei em toda a minha vida. Estar neste espaço é uma coisa muito simbólica, é um ritual mesmo de começo e de fim de um ciclo importantíssimo que envolve a reflexão de um assunto tão fundamental para entender o Brasil de hoje em lugar tão significativo quanto o IPN”.

A diretora do Instituto, Merced Guimarães dos Anjos, atenta para a necessidade desse encontro. ”Receber o Laurentino aqui no Instituto é muito importante, porque é um trabalho que fala desse crime contra a humanidade e são ainda poucos os Laurentinos que aparecem. Precisamos de mais pensadores como ele que nos ajudem a contar essa história. A recém inaugurada exposição permanente do Museu Memorial Pretos Novos, com a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, tem a colaboração de Laurentino com textos que formam a sua pesquisa sobre a escravidão.”, conclui.

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