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Musical com Zélia Duncan e show de Antônio Nóbrega integram projeto “Uma aventura chamada Brasil”

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De 22 a 25 de setembro a Cidade das Artes Bibi Ferreira se tornará palco do projeto “Uma aventura chamada Brasil – Independência e Identidades”, evento gratuito que celebra o bicentenário da Independência. O amplo espaço da Barra da Tijuca foi o local escolhido para festejar a data numa mistura de linguagens e referências artísticas, contando com atrações que traduzem parte da alma do país.

 "Uma aventura chamada Brasil"
Foto: Cristina Granato

Idealizado pela produtora Bianca De Felippes, Neila Tavares e pelo diretor Moacyr Góes, projeto “Uma aventura chamada Brasil” faz parte da agenda de comemorações da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, e conta com atrações como o musical inédito e homônimo ao evento com Zélia Duncan à frente do elenco e direção de Moacyr Góes; o espetáculo “RIMA”, de Antonio Nóbrega; os “Debates Eleitos”, elaborados por Michel Melamed reunindo historiadores, jornalistas e pensadores; e registros fotográficos de Cafi na exposição “Um Olhar Brasileiro”, realizada sob curadoria de seu filho, Miguel Colker.

O marco dos 200 anos da nossa independência oferece uma extraordinária possibilidade de comemoração e reflexão, fazendo com que, durante quatro dias, a cidade se transforme num centro de produção artística e intelectual. A importância histórica, sua singularidade e a criação de nossa identidade, advinda da mistura de povos e culturas diferentes, serão pensadas e vivenciadas por arte e debates, afirmando a nação diversa e original imaginada desde seu começo. “Esse é um momento para pensar o Brasil. Como chegamos aqui depois de 200 anos da independência e qual o futuro desse país tão lindo, criativo e desigual?”, provoca Bianca.

Para Bianca e Moacyr, o fundamental do projeto “Uma aventura chamada Brasil” é comemorar o bicentenário a partir da ideia de que a cultura e a arte respondem por um país que é imaginado por todos. “E esta imaginação é determinada por uma coisa que é absolutamente incrível e inalienável, que é a diversidade da cultura brasileira. Este caldeirão de referências, raças, pessoas, pensamentos, posturas e manifestações artísticas são tanto a alma do espetáculo, quanto do evento. Se existe algo que nos define e defina o espetáculo é que a arte responde a alguma ideia de Brasil e que ela o faça por ser absolutamente diversa e diferente”, finaliza Moacyr.

UMA AVENTURA CHAMADA BRASIL – O MUSICAL [Grande Sala – 22/09 às 20h; 23/09 às 14h (escolas) e 20h; 24/09 às 15h30 – sessão com intérprete de libras]

Sob direção, texto e organização de Moacyr Góes, cinco atores-cantores, seis bailarinos e cinco músicos compõem a montagem inédita “Uma aventura chamada Brasil”, trazendo à cena um apanhado artístico sobre o país. E como encaixar 200 anos de vivências artísticas não seria possível num espetáculo de 1h30, a filtragem do repertório chegou a 23 canções adornadas por projeções, textos e poesias, tendo na personagem de Zélia Duncan a responsável por costurar a história, estimulando uma reverência à diversidade que constitui o país.

Com um recorte temporal, mas sem fazer uso de uma perspectiva historicista, o repertório inclui desde os primeiros registros fonográficos do Brasil, passeando pelos lundus, vindo da presença africana e que dá origem ao samba, e seguindo por um Brasil moderno, mas também um Brasil de litoral, da bossa nova, contemplando a Tropicália e o pagode; e ainda o country e o sertanejo, que Moacyr considera um Brasil profundo. “É tudo junto o tempo inteiro, não nos debruçamos sobre nada especificamente. Não é um drama linear. Tem dança afro, mas também temos o ‘Hino do Senhor do Bonfim’, que é exatamente uma tradução incrível de como o sincretismo mudou muita coisa. A perspectiva histórica se dá através da arte, desde música indígena, o fado, advindo da presença portuguesa, até o funk. Mas toda tradução é artística”, resume Góes.

Os ingressos serão disponibilizados gratuitamente no site da Cidade das Artes através da plataforma Sympla a partir do dia 19 de setembro e também 1h antes de cada apresentação na bilheteria do teatro.

O projeto  ainda conta com exposição no Foyer da Grande Sala, sob a batuta de Miguel Colker. “Um olhar brasileiro” é um exposição fotográfica que reúne 15 registros minuciosamente selecionados dentre os mais de 70 mil realizados ao longo da trajetória profissional de Cafi (1950 – 2019).

Com três curadorias no curriculum, quando foi convidado para assinar a deste evento o jovem artista teve a ideia de homenagear seu pai, levando em conta todo potencial artístico dos registros fotográficos do pernambucano, famoso pela criação das mais de 300 capas de LP’s de artistas nacionais. “Eu cresci com estas fotografias fazendo parte do meu campo visual de entendimento da vida, e elas criaram a dimensão que eu hoje tenho do que é ser brasileiro. Como desde 2020 venho catalogando e digitalizando a obra do meu pai, eu apenas dei continuidade no trabalho de me aprofundar nessas fotografias”, pontua.

Ainda no projeto, Antonio Nóbrega apresenta o espetáculo “RIMA”,  construído pelo artista ao longo dos últimos anos, período em que se dedicava prioritariamente à construção de espetáculos de dança. Com o novo trabalho, Nóbrega aspira difundir a diversidade de modelos de estrofes e rimas criados pelos poetas populares, especialmente os da região nordestina, onde floresceu uma vasta gama de modalidades poéticas.

No repertório do espetáculo estão canções compostas em parceria com os poetas e letristas Bráulio Tavares e Wilson Freire e o músico Rodrigo Bragança, além de obras de Violeta Parra (‘Volver a los Diecisiete’), Guerra Peixe (‘Mourão’) e Noel Rosa (‘Três Apitos’). Dentre as canções da apresentação está “Minha Voz não Silencia Porque Poeta não Cala”, lançada em agosto como single do novo álbum. Com ritmo acelerado e mensagem urgente, a letra se insere dentro do espírito do “Grito do Mundo” e reafirma o compromisso da canção com as questões do tempo em que vivemos.

 “Uma aventura chamada Brasil”  ainda conta com debates com mediação de Michel Melamed, é uma série de encontros com diferentes representantes do pensamento brasileiro. Através de papos informais, brincando com a estrutura do debate eleitoral, cada um dos três debates contará com um(a) mediador(a) e cinco convidados(as). Todos ocorrerão no dia 24 de setembro, sábado, às 11h, 13h e 17h, na Cidade das Artes, terão público presencial e também serão transmitidos ao vivo via internet. No local haverá ainda um intérprete de libras.

“Cada mesa terá os temas formulados pelo mediador convidado. Mas, de maneira ampla, a ideia é pensar o país por ocasião do Bicentenário da Independência. Dentro dos limites de tempo, espaço, convidamos pessoas de diferentes áreas do pensamento comprometidas com a democracia. Queremos contribuir para a busca de caminhos para a reconstrução e fortalecimento da democracia no Brasil neste momento de tão grave ameaça”, sintetiza o artista curador.

No palco, seis púlpitos. No púlpito, destinado ao mediador(a), um pequeno globo cromado de bingo com números de 1 a 10. O(a) mediador(a) confeccionará dez perguntas relacionadas ao Bicentenário e ao país hoje. Elas serão numeradas de 1 a 10 e duas delas sorteadas para cada convidado. Réplicas e tréplicas são bem-vindas, tendo em mente que a duração de cada encontro é de até 90 minutos.

Os ingressos serão disponibilizados gratuitamente no site da Cidade das Artes através da plataforma Sympla a partir do dia 19/09 para o ingresso presencial e também 1 hora antes de cada apresentação na bilheteria do teatro.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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