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“3 Maneiras de Tocar no Assunto” traz três solos com temática LGBT

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 O espetáculo “3 Maneiras de Tocar no Assunto” é um manifesto artístico contra a homofobia na sociedade moderna. Para dirigir a montagem, Leonardo convidou o ator, dramaturgo e diretor Fabiano Dadado de Freitas, um artista-pesquisador da cena LGBTQIA+. A montagem marcou o primeiro encontro dos dois artistas. Netto revela sua admiração pelo diretor, ele afirma que, “sempre quis trabalhar com o Dadado. Vi ‘O Homossexual ou a dificuldade de se expressar’, ‘Balé ralé’ e achei espetacular. Achava que ele teria o olhar perfeito para essa peça.” Já o diretor fala sobre o casamento da proposta do espetáculo com sua trajetória de estudos. “Pesquiso e estudo esse personagem que é a bicha e sua identidade negligenciada. Essa peça fala a partir desse lugar. Quando li o texto, pensei: é parte da minha pesquisa”.

Em “3 Maneiras de Tocar no Assunto”, os solos interpretados por Leonardo Netto,  colocam em pauta questões relacionadas à homossexualidade, ao preconceito contra o homossexual e a comunidade LGBT em geral. Os textos fazem uma interlocução direta com o público: o que há, afinal, de tão incômodo, maléfico e repugnante na homossexualidade? Por que, através dos tempos, ela teve sempre de ser punida? Por que a orientação sexual de uma pessoa a transformar num cidadão de segunda classe, com menos direitos que o resto da população?

“Homofobia mata todo mundo: o pai que teve a orelha arrancada por beijar o filho, os irmãos que foram linchados por andarem abraçados. Não adianta achar que você está livre porque você não é gay. Estamos vivendo um retrocesso de entendimento sobre isso, um conservadorismo estúpido. A população LGBT no Brasil está alijada de quase setenta direitos previstos na Constituição”, ressalta o autor, que abordou o tema por três instâncias distintas: a Escola, a Lei e o Estado.

 Aliás, a volta de “3 Maneiras de Tocar no Assunto” para o público carioca é impulsionado pelo comprometimento dos artistas com a urgência do tema e do momento histórico que o Brasil e o mundo atravessam, já que é uma contundente resistência cênica contra toda a intolerância. Em 2019, o espetáculo foi montado sem qualquer fonte de patrocínio ou apoio institucional. Mesmo assim, foi vencedor do 7º Prêmio Cesgranrio (Melhor Texto Nacional Inédito, Ator e Categoria Especial, pela direção de movimento de Marcia Rubin) e do 14º Prêmio APTR-RJ (Melhor Autor e Iluminação), Prêmio Botequim Cultural (Melhor Texto) e Prêmio Cenym de Teatro Nacional (Melhor Monólogo), acumulando quase 20 indicações a premiações neste segmento artístico.

SERVIÇO
Teatro Arthur Azevedo (Endereço: R. Vítor Alves, 454 – Campo Grande)
Data/hora: 25, 26 e 27 de novembro – sexta e sábado às 20h, domingo às 19h
Classificação – 14 anos – 80min. Drama
Teatro Armando Gonzaga (Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Marechal Hermes)
Data/hora: 02, 03 e 04 de dezembro – sexta e sábado às 20h, domingo às 19h

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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