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Galeria Itinera Arte inaugura com exposição coletiva 

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A Galeria Itinera Arte inaugura a exposição coletiva “Caminhos Selvagens”, na qual propõe um olhar crítico sobre o desenho, seu papel histórico e suas dimensões simbólicas. Com curadoria de Yago Toscano, a exposição reúne obras em desenhos, pinturas e instalação, das artistas Aline Marins, Cláudia Costa, Faride Seade, Gilda Nogueira e Raquel Benjamim, que investigam a prática do desenho no cruzamento entre arte, memória e reflexões sobre o mundo natural.

A exposição é resultado da conclusão do grupo de “Desenho na Arte Contemporânea”, sob orientação de Valerio Ricci Montani, no qual seus membros são imersos em aulas teóricas e práticas, de modo a construírem um repertório de saber em torno do desenho e das diversas manifestações e técnicas que o constituem. 

A exposição parte de uma provocação: o que resta a ser tratado no desenho quando ultrapassamos sua dimensão técnica e prática, já imersa no pensamento cartesiano e na lógica racionalista ocidental? O desenho, desde a sua radicalidade centrada no pensamento, foi o veículo através do qual se estruturaram narrativas dominantes, da arquitetura à topografia nacional. Em “Caminhos Selvagens”, o desenho é redimensionado, não mais como uma técnica de dominação, mas como uma prática gestual que resgata a relação com a terra, os ritos e as partilhas que retomam as relações do mundo natural e de suas comunidades. 

A mostra propõe olhar para o desenho a partir de uma perspectiva reposicionada nos debates em arte contemporânea brasileira e em suas questões, refletindo-o comomanifestação de sua relação com o mundo ao redor e seus sujeitos. Um gesto firmado em uma rocha eleita, como o até então mais antigo desenho conhecido, surge como símbolo da continuidade e da partilha, por exemplo, a linha como enlace comunitário da semelhança de seus desiguais. 

A partir dessas questões, os trabalhos apresentados dialogam com a ideia de que o desenho, enquanto gesto, é uma ferramenta para a construção de novos significados e uma revisão do imaginário coletivo. “O desenho permite observar indícios de uma ruína civilizatória quando através dele, enquanto gesto de uma abertura incontornável, a selva retomar dos humanos sua primazia de selvagem: um percurso de todos os começos, mas que se distingue pela multiplicidade de seus desfechos, refletindo as diversas perspectivas e propostas de cada uma das artistas aqui presentes”, reflete o curador Yago Toscano.

Serviço: De 14 de dezembro até 28 de fevereiro de 2025  / Funcionamento via agendamento: itineraarte@gmail.com / Endereço: Av. Franklin Roosevelt, 39, sala 703, Edifício Portugal. Centro (Próximo ao Metrô da Cinelândia) / Entrada gratuita

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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