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“Agora Inês é Morta” faz temporada no Teatro dos Quatro

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A expressão “Agora Inês é morta”, usada no sentido de “agora é tarde demais”, nasceu de uma trágica história de amor que marcou a corte portuguesa. O espetáculo “Agora Inês é Morta” se debruça no episódio para propor uma reflexão sobre a intensidade dos sentimentos e a força de uma paixão. Com texto de Claudio Torres Gonzaga e direção de Adriana Nunes, a peça relembra o brutal assassinato da galega Inês de Castro, em 7 de janeiro de 1355, por Dom Afonso IV, então Rei de Portugal. Dom Pedro I, o filho do Rei, era seu grande amor e pai de seus filhos. 

Inspirado em obra psicografada por Chico Xavier, Claudio Torres Gonzaga lembra a luta de Inês e de Pedro para estarem juntos em meio a uma teia de intrigas, ódio e conflitos de interesses. Na peça, a paixão vence. Narrada pela própria Inês, após a sua morte, a narrativa acompanha a dama galega no plano espiritual e sua tentativa de acalmar o coração do amado com o apoio de Santa Isabel, avó de Pedro. O objetivo das duas é reconciliar pai e filho e devolver a paz a Portugal. Ao tornar-se Rei, Pedro realiza o mais impressionante cortejo já visto, com o traslado do corpo de sua amada entre Coimbra e Alcobaça, culminando na coroação de Inês, a Rainha Morta. 

“Agora Inês é Morta” é conduzida pela atriz e diretora brasiliense Adriana Nunes, integrante da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo e com atuações de destaque no teatro, cinema e televisão. Para compor o elenco, estão André Deca, ator desde o início dos anos 90, com passagens em novelas da TV Globo e premiado como melhor ator nos Festivais de cinema em Gramado e Brasília, e Rosanna Viegas, atriz premiada que se destaca pela versatilidade, seja no teatro, cinema ou televisão.

“O espetáculo agrada os que vão assistir pelo interesse nos fatos históricos e por quem se emociona com o lado espiritual. A história é contada pela Inês, que transita pelo plano espiritual e material, contando e vivendo em cena a própria história, contracenando com os personagens que permearam sua vida. Tudo com toques de leveza e humor como a própria vida é”, descreve a diretora Adriana Nunes.

A criação do espetáculo teve como base uma pesquisa de campo realizada por Fernando Bueno, Adriana Nunes, Marcello Linhos e Ricardo Junqueira nas cidades portuguesas do Porto, Coimbra, Alcobaça e Lisboa. A dramaturgia também foi construída a partir de registros históricos e inspirada em obras como a “Cantata à Morte de Inês de Castro”, do português Manuel Maria Barbosa du Bocage, os versos de Camões, o melodrama de Victor Hugo e as palavras da própria Inês de Castro, psicografadas no livro “Mensagens de Inês de Castro”, de Chico Xavier e Caio Ramacciotti.

“Ganhei o livro de presente do meu irmão e li de uma vez só. A história me pegou e eu comecei a pesquisá-la. Fiz uma pesquisa de campo nos lugares em que Inês viveu. Em Portugal, vi a história sob várias facetas. Montada no teatro, como série de TV, livros, exposições. Eles se orgulham da mais linda e trágica história de amor de todos os tempos. Mas ter em mãos uma versão nunca vista, trazida pelas mãos de Chico Xavier através da psicografia de Inês de Castro, é simplesmente incrível. Convidei o Cláudio Torres Gonzaga que mergulhou na história e escreveu o texto. Quando eu vi estava inserida em uma pesquisa que durou 10 anos até a montagem”, completa Adriana.

Serviço: Temporada: de 10 de abril a 29 de maio de 2025 / Dias e horários: quintas-feiras, às 20h.  / Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 – 2° Andar – Gávea. / Classificação: 12 anos / Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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