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Primeiro espetáculo de Viviane Mosé como dramaturga, “Desato” chega ao Teatro Ipanema

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O existencialismo serve à poesia de Viviane Mosé, assim como a dança é o pulmão do teatro de Duda Maia. Este encontro da filósofa com a diretora poderá ser visto na primeira incursão de Mosé como dramaturga de sua própria obra poética, “Desato”. 

O livro dá nome ao espetáculo homônimo que reúne uma coleção de poesias da autora sobre as dores e delícias da nossa contemporaneidade, sob um viés anti-niilista. “É para se abandonar pesos. Tirar e jogar fora, produzir leveza. Viver mais o agora e deixar de lado o passado e o futuro. Afinal, viver é bom sem os excessos de explicação e medo que nos rodeiam”, afirma Viviane Mosé. 

Em cena, as intérpretes-criadoras Ana Carbatti, Ana Paula Novellino e Letícia Medella, entre os ossos e as emoções, dão vida aos ensaios poéticos de Mosé sobre como encarar o mundo de hoje e suas contingências nessa nossa existência atribulada. Os corpos aqui falam tanto quanto as bocas. 

“Escolhi os poemas que mais me atravessaram e me puxaram para o lado cênico. Tem uma dialética na obra da Viviane, que é essa necessidade grande de nos relacionarmos e buscarmos alguém com quem compartilhar a vida e a vontade de ficarmos sós. O trabalho parte da fisicalidade das três atrizes, das criações corpóreas de cada uma”, conta a diretora, Duda Maia. 

Para dar forma e movimento a essas histórias no palco, a figurinista Karen Brusttolin criou uma roupa-instalação que faz as vezes de cenário. “Gosto quando o figurino faz parte da construção da dramaturgia. Apelidamos de “bololô”. É como um emaranhado, são várias peças que podem ser colocadas e retiradas ao longo do espetáculo. Vão desnudando camadas, revelando partes, desconstruindo, com texturas. É um deleite”, explica ela. 

Para Ana Carbatti, “Desato” vai mexer e muito com o público: “Quem não está preocupado com a própria existência está aonde?”, ri. “A poesia da Viviane traduz momentos nossos, é mais livre, abstrata. Transformar isso em drama está sendo muito interessante, assim como poder comunicar com o corpo. Os textos que falam de amor e de separação me tocam muito”, continua Ana. “Viviane é porosa, acende a minha fogueira, me emociona, aciona o meu músculo, meu imaginário”, completa Letícia Medella. “Podermos nos expressar fisicamente, com a dança, faz todo o sentido neste espetáculo, com a condução da Duda”, faz coro Ana Paula Novellino. 

Essa experiência “desatadora de nós”, como define a autora, promete levar o público além. “É o puro gesto de existir que precisa ser resgatado. As pessoas precisam voltar a ter honra em habitar esta terra. Proponho livramentos, desatar as mesquinharias”, define Viviane. A idealização do projeto é de Marilia Medina. 

Serviço: De 28 de março a 13 de abril de 2025. 
Sex e sáb, às 20h. Dom, às 19h.  / Local: Teatro Ipanema Rubens Corrêa / Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema / Ingressos na bilheteria

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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