- Publicidade -

Código Alarum: Carisma de Stallone é a pólvora deste thriller sem pegada

Publicado em:

Durante uma homenagem promovida pelo Festival de Cannes em 2019, Sylvester Stallone confessou ser alvo da ironia de suas filhas por escolhas infelizes de sua carreira, sendo obrigado a escutar delas: “Pai, como o senhor meteu nessa?”. A resposta do eterno Rocky: “Alguém precisa pagar pela educação de vocês”. Essa anedótica situação da vida do astro volta a quicar por redes sociais conforme a crítica torpedeia Código Alarum, uma escolha, certamente, nada feliz de um artista que deu ao thriller de pancadaria um legado de heroísmo histórico. Perto de Stallone Cobra (1986) ou Risco Total (1993), a produção classe B nada traz de novo ou de voraz. Ok. Há contas a serem pagas. Nós temos as nossas enquanto São Sylvester tem as suas.

Código Alarum

Responsável pelo roteiro do recém-lançado sucesso Pop Resgate Implacável, com Jason Statham, Sly (o apelido de Stallone) tem feito filmes de orçamento mignon para se manter na telona, em meio ao trânsito pelo streaming com “Tulsa King”, série da Paramount +. Fez Blindado, com Jason Patric, faz pouco, no posto de coadjuvante. Tem um novo exercício como ator secundário em Código Alarum, cujo maior ímã de atenções entre nós é a presença de Isis Valverde no elenco. A mineira tem uma atuação sólida no tempo que tem em cena, como integrante da rotina dos protagonistas, o casal Lara e John Travers.

A acidentada paixão deles é contada pelo diretor Michael Polish, que chamou atenção há quase duas décadas ao rodar “Sonhando Alto” (2006), com Billy Bob Thornton.  Sua intimidade com as cartilhas pós-modenas da ação, laminadas após a franquia “John Wick” (2014 – 2023), é zero. A estética cinemática de Keanu Reeves e a vertente de “porrada gore” do já citado Statham (em “Beekeeper”) são os caminhos mais vicejantes do gênero mais patrulhado do cinemão. Os dois formatos passam batidos na forma de Polish narrar um cerco a dois agentes, vividos por Willa Fitzgerald (Lara) e Scott Eastwood (John), que dão adeus às armas ao unierem as escovas de dentes. 

Stallone integra o núcleo dos predadores que caçam a dupla, numa montagem azeda, editada por Paul Buhl sem frescor ou invenção. O carisma do Rambo é o que dá ânimo a uma fita fotografada com esmero por Jayson Crothers. Nota-se rigor em seu modo de enquadrar. O trabalho de Eastwood tem algo de rigoroso também.

Mais Notícias

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -