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Museu do Amanhã renova sua exposição principal

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Há dez anos, em 17 de dezembro de 2015, surgia em meio a uma Praça Mauá recém-reconstruída, aquela curiosa estrutura branca cujo formato até hoje inspira a imaginação de cariocas e turistas. Seria uma nave espacial? Um imenso jacaré de boca aberta? Não importa! Hoje, todos sabem que se trata de um museu que ao longo da última década se consolidou como uma referência mundial. Um museu que não se debruça sobre o passado, mas projeta futuros: o Museu do Amanhã. E, neste 17 de dezembro de 2025, abre suas portas para a cidade que o acolheu, convidando a todos para celebrar sua trajetória, com entrada gratuita durante todo o dia.

A poucos dias de celebrar a sua primeira década, o Museu do Amanhã dá início ao projeto de renovação da sua exposição principal, “Do Cosmos a Nós”. A primeira etapa desta atualização será aberta ao público nesta sexta-feira, dia 12, substituindo o espaço anteriormente conhecido como “Antropoceno” pela nova sala intitulada “Onde Estamos?”. A área revitalizada apresenta uma nova videoinstalação, assinada pelo diretor Estevão Ciavatta Pantoja, oferecendo uma experiência imersiva sobre o tempo presente.

“O conceito do vídeo foi desenvolvido a partir da argumentação filosófica de que vivemos em um tempo pós-normal, ou seja, um tempo que separa um normal conhecido de outro desconhecido e que está por vir. Tempos pós-normais são caracterizados por complexidade, contradição e caos”, explica Fabio Scarano, curador do Museu do Amanhã.

No espaço das Cavernas, a equipe curatorial — formada por Fabio Scarano, Liana Brazil e Luiz Alberto Oliveira — introduziu novos conteúdos, apresentados em uma solução estética desenvolvida pelo escritório de design Celso Longo + Daniel Trench.

“O conceito fundamental da exposição principal do Museu do Amanhã é o de que as ações humanas têm hoje alcance planetário, e que as consequências delas terão longa duração. Esse conceito é apresentado na área central da exposição, chamada, bem a propósito, Antropoceno. É então perfeitamente natural que este setor tão essencial seja o primeiro a passar por uma atualização de conteúdo e expografia, necessária, bem-vinda, e bem realizada”, contextualiza Luiz Alberto.

O novo espaço mantém coerência com os demais da exposição principal, garantindo uma jornada fluida ao visitante. Com altas expectativas quanto à recepção do público, o Museu do Amanhã planeja lançar em breve uma pesquisa para compreender a experiência única de cada pessoa no espaço renovado. A atualização da exposição “Do Cosmos a Nós” é um processo contínuo, com previsão de que as outras salas sejam também renovadas ao longo dos próximos dois anos a partir de aportes que o museu receberá da Prefeitura.

Além da exposição principal, também chega “Oceano – O Mundo é um Arquipélago”, que propõe uma jornada sensorial pelas profundezas dos mares, inspirando a imaginação para novos modos de relação entre sociedade e oceano. No dia 17, a entrada do Museu será gratuita, um presente oferecido por Santander, Shell, Vale, Motiva, IBM, TAG e Engie para os visitantes.

“Oceano – O Mundo é um Arquipélago” é a mais nova exposição temporária das mais de 60 já realizadas nestes dez anos; entre elas, grandes marcos da história do Museu do Amanhã como “Amazônia” (2022), de Sebastião Salgado; “O Poeta Voador: Santos Dumont” (2016), que apresentou uma réplica do avião 14 Bis; “Coronaceno: Reflexões em Tempos de Pandemia” (2021); e, em 2025, “Claudia Andujar e Seu Universo”, um recorte da obra de Claudia Andujar em diálogo com outros artistas, e “Água Pantanal Fogo”, de Lalo de Almeida e Luciano Candisani.

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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