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Casa Museu Eva Klabin revela acervo pessoal da colecionadora

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A compreensão da beleza como experiência cotidiana, e não apenas como contemplação, atravessa a trajetória de Eva Klabin e estrutura a exposição “Beleza habitada: Eva Klabin, moda e memórias”, que abre o calendário de 2026 da Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro. A exposição tem o intuito de ser uma leitura integrada entre arte, moda, mobiliário, objetos do cotidiano e vida social, revelando como a colecionadora construiu, ao longo de décadas, uma síntese estética e singular entre viver e criar.

Com curadoria de Helena Severo e Brunno Almeida Maia, e expografia de Leandro Leão, a exposição apresenta, pela primeira vez ao público, um amplo conjunto de peças do acervo pessoal de Eva Klabin, entre roupas, acessórios, objetos íntimos e documentos, articulado às obras de arte da coleção permanente da Casa. Roupas, chapéus, sapatos, luvas, cartas, convites, menus, listas de convidados, livros de ouro, recortes de imprensa e registros sonoros de amigos e familiares convivem nos ambientes da residência, reafirmando a moda como linguagem artística e parte constitutiva de uma experiência estética moderna.

“Eva Klabin habitou a beleza como quem constrói um mundo. Entre coleções de arte, vestidos e outros objetos, sua casa tornou-se cenário de encontros, onde o viver cotidiano se elevou à experiência estética”, afirma Helena Severo, que assina a curadoria ao lado de Brunno Almeida Maia, que considera que “a singularidade do acervo de indumentária reside na capacidade que Eva possuía de conjugar criações da modista Zulnie David com nomes da moda parisiense, revelando um espírito de colecionadora e a construção de uma individualidade própria em diálogo com a história da moda de seu tempo”.

A expografia é feita com cortinas de tecido branco ou transparente. Elas desenham um percurso ao longo da casa-museu, uma nova camada que dialoga com o espaço sem o descaracterizar. Ao vestir os ambientes com 570 metros desta matéria-prima, elas ordenam fluxos, servem de suporte para projeções ou textos curatoriais e, como fundos neutros, destacam peças do acervo. Já a identidade visual parte da geometria singular da fachada para criar uma tipografia sob medida, batizada de ‘Eva’, centro de todos os elementos gráficos“, explica o arquiteto Leandro Leão, que assina a expografia e identidade.

A mostra é organizada em cinco eixos curatoriais, que articulam colecionismo, vida social, cultura e moda como dimensões sempre presentes na trajetória de Eva Klabin. No eixo “Afinidades sensíveis” parte da herança modernista do século XX e apresenta a coleção como uma constelação de formas, materiais e linguagens — da arquitetura e do mobiliário às vestimentas, louças e obras de arte — relacionadas por aproximações formais, cromáticas e sensíveis, afirmando a moda como elemento ativo desse campo estético integrado. Artistas visuais como Frans Krajcberg (1921-2017), Lasar Segall (1889-1957), Carlos Scliar (1920–2001), Paulo Roberto Leal (1946–1991) e Emanoel Araújo (1940–2022) ganham destaque no eixo temático.

A exposição será inaugurada no dia 31 de janeiro (sábado), das 16h às 20h, com entrada gratuita, e permanece até 24 de maio. A visitação acontece de quarta a domingo, das 14h às 18h.

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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