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Mostra Todd Haynes ocupará o CCBB com 23 filmes

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O que se esconde por trás das aparências? Que desejos, conflitos e tensões habitam as superfícies aparentemente estáveis da vida cotidiana? Essas são algumas das perguntas que atravessam a obra do cineasta estadunidense Todd Haynes e que guiam a Mostra Todd Haynes. Com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo e idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon, a mostra entra em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, de 14 de janeiro a 9 de fevereiro, com entrada gratuita.

A mostra apresentará 23 filmes no total, sendo 13 dirigidos por Haynes e 10 de outros realizadores em diálogo com sua obra, além de mesas de debate, sessões comentadas, ações de acessibilidade, um curso em dois encontros e o lançamento de um catálogo que reúne textos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros, incluindo uma tradução de um artigo de Mary Ann Doane (referência dos estudos fílmicos feministas), além de ficha técnica das obras, uma verdadeira fortuna crítica inédita sobre Haynes no Brasil. O catálogo será disponibilizado em versões impressa e digital.

A programação da Mostra Todd Haynes se expande para duas mesas de debate, diversas sessões comentadas e um curso, reunindo pesquisadoras e pesquisadores, críticos e realizadores para aprofundar reflexões sobre cinema queer, melodrama, representação feminina e linguagem audiovisual. 

A mesa “Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes” será realizada no dia 22 de janeiro (quinta-feira), às 18h30, lançando um olhar atento sobre a recorrência e a reinvenção das figuras femininas e da domesticidade em sua filmografia. O debate contará com a presença de Francine Barbosa, roteirista; e de Dri Azevedo, pesquisadore.

A ideia dessas atividades é criar um espaço de escuta e de troca, em que a obra de Haynes possa ser pensada não como um monumento, mas como um cinema vivo, em diálogo com questões urgentes do presente e com outras formas de fazer e pensar o audiovisual“, afirma Carol Almeida.

Já a mesa “O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer”, que acontece no dia 31 de janeiro (sábado), às 16h45, propõe discutir as reverberações de sua obra em uma nova geração de cineastas e práticas contemporâneas, com a participação de Vinicios Ribeiro e Jocimar Dias Jr.

Além disso, também haverá sessões comentadas, atividades de caráter mais intimista que propõem um bate-papo com o público, compartilhando leituras, contextos e reflexões a partir da obra exibida. Entre os convidados, estão Mariana Baltar (“Longe do Paraíso”, na abertura, dia 14 de janeiro, às 18h15), Denilson Lopes (“Velvet Goldmine”, dia 17 de janeiro, às 15h30), Daniel Nolasco (que apresentará “Vento Seco”, dia 17 de janeiro, às 18h45, além de comentar “O Suicídio”, “Assassinos: Um Filme sobre Rimbaud” e “Pegg e Fred no Inferno” dia 8 de fevereiro, às 17h), João Luiz Vieira (“Canção de Amor” e “Veneno”, dia 23 de janeiro, às 17h30), Carol Almeida (os filmes “Jollies”, “Dottie Leva Palmadas” e “Primavera”, dia 31 de janeiro, às 18h30) e Kariny Martins (“Segredos de Um Escândalo”, dia 7 de fevereiro, às 17h).

A proposta formativa da mostra inclui ainda o curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes”, realizado em dois encontros, nos dias 7 e 8 de fevereiro (sábado e domingo), às 10h, que parte de um dos filmes mais emblemáticos do cineasta para pensar os códigos do cinema hollywoodiano e os processos de in/visibilidade lésbica na história do cinema narrativo, ampliando o diálogo entre a obra de Haynes, a crítica feminista e o cinema brasileiro contemporâneo. O curso será ministrado por Alessandra Brandão e Ramayana Lira.

Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Haynes consolidou-se como um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo, um dos pioneiros do New Queer Cinema e referência na reinvenção do melodrama, do musical/POP e das narrativas centradas em personagens femininas.

Vencedor de importantes prêmios internacionais, como o Grande Prêmio do Júri em Sundance (1991), o Teddy Award em Berlim (1991), o Grande Prêmio do Júri em Veneza (2007) e a Palma Queer em Cannes (2015), Todd Haynes também foi indicado ao Oscar pelo roteiro de “Longe do Paraíso” (2002). Seu maior sucesso comercial, “Carol” (2015), recebeu seis indicações ao Oscar e se tornou um marco do cinema contemporâneo.

SERVIÇO: De 14 de janeiro de 2026 a 9 de fevereiro de 2026 / Ingressos disponíveis a partir das 9h do dia da sessão/atividade na bilheteria física ou site do CCBB – bb.com.br/cultura 

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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