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“Caminho de Casa”, peça inédita da premiada autora Renata Mizrahi, estreia em Copacabana 

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Em “Caminho de Casa”, uma relação delicada entre mãe e filha é revisitada na sala de um consultório médico. Entre o humor e o drama, a peça aborda a história destas duas personagens, interpretadas por Kelzy Ecard e Juliana França, que ressignificam uma relação marcada por conflitos, ausências e perda de memória.

A atriz Kelzy Ecard sobe ao palco para celebrar seus 35 anos de carreira no teatro, dando vida a Marta, uma mulher que sofre com a perda de memória progressiva e com o medo de não conseguir o perdão da filha, Laura, interpretada por Juliana França. No tempo presente, elas estão na sala de espera do consultório médico para uma consulta de Marta, que já não reconhece mais a filha. Elas conversam como duas desconhecidas, e Laura se permite revisitar as dores e realidades que levaram sua mãe a ir embora em um determinado momento de suas vidas. Antes de perder a memória de vez, Marta tenta resgatar em sua lembrança se foi perdoada pela filha.

Transcorrendo entre passado e presente, o público é convidado a conhecer diferentes épocas e momentos dessa relação, desde a infância de Laura até os dias atuais. A quebra da cronologia reflete a memória fragmentada de Marta, que alterna momentos de lucidez e devaneios. Nos anos 1980, Marta é uma mulher apaixonada pelo mar, que trabalhou duro para comprar um apartamento em Copacabana, cuidando também de seu casamento, de sua filha e de seu trabalho. A peça aborda a realidade de tantas mulheres que enfrentam a sobrecarga e o acúmulo de funções e sua relação com o esgotamento mental.

Idealizadora e autora do texto, Renata Mizrahi se inspirou em muitas mães e mulheres, mas também na relação com a própria mãe para criar as personagens de “Caminho de Casa”. “Eu sou a filha mais velha de três. Minha mãe era muito sobrecarregada e tinha uma relação conturbada com meu pai. Eu não tive intimidade com ela durante a adolescência, uma fase muito importante”, conta Renata, que se reconectou à mãe aos 18 anos. “Hoje, nossa relação não tem intimidade, mas tem respeito e carinho.”

A diretora Miwa Yanagizawa se emocionou bastante durante os ensaios. “A peça nos coloca o tempo todo diante de um espelho delicado que mostra a nossa terrível vulnerabilidade perante a vida”, revela a diretora, sem esconder a admiração pelas duas atrizes. “Tem sido uma aventura acompanhar a relação entre, Marta e Laura, da Kelzy e da Juliana, que fazem, brilhantemente, mãe e filha em cena! Elas vivem uma relação atravessada por ausências, silêncios, traumas que nunca foram muito elaborados, palavras que não foram ditas no momento certo, gestos que faltaram. E tem o fator trágico de a mãe estar perdendo a memória. Vemos as personagens recriando um vínculo afetivo à medida que as recordações vão se desfazendo. A gente ri e chora quase ao mesmo tempo”, completa Miwa Yanagizawa.

SERVIÇO Temporada: 2 a 26 de abril de 2026 / Dias e horários: Quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h / Local: Arena do Sesc Copacabana  (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana) / Ingressos:  https://www.ingresso.com/

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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