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José Vicente, líder afrobrasileiro, ganha biografia escrita por Ricardo Viveiros

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“O sol brilhou à noite – A trajetória do líder afro-brasileiro José Vicente” escrita pelo jornalista e escritor Ricardo Viveiros, aponta para um projeto de Brasil em que todos, independentemente da cor, possam sonhar, estudar, trabalhar e viver com dignidade. Conquistar por mérito próprio a tal da felicidade.

José Vicente, doutor em Educação e mestre em Ciências Jurídicas e Administração, é uma das pessoas mais respeitadas do ensino e da inclusão racial no Brasil. Fundador da ONG Afrobras, do Prêmio Raça Negra e outras relevantes iniciativas, sobretudo a UniPalmares, única do seu tipo na América Latina, marcou seu nome na História ao criar uma instituição que nasceu para corrigir os efeitos de séculos de exclusão do povo preto, nefasta dívida social da escravidão e do racismo.

A universidade surgiu quando as cotas raciais ainda eram tema de acalorado debate, mas José Vicente não hesitou em marcar sua posição. Em 2004, a faculdade abriu suas portas com 50% de vagas reservadas para estudantes negros. De lá para cá, formou milhares de profissionais preparados, conscientes e orgulhosos de sua raça. “Ao levantar a si mesmo, o biografado levou com ele quantos pôde e segue fazendo isso com respeito, educação, cultura e inclusão no mercado de trabalho”, ressalta Viveiros.

José Vicente, cuja mãe, Izabel, era viúva, cresceu na Marília dos anos 1960, no interior paulista, jogando futebol com os meninos no Morro do Querosene, frequentando os bailes de domingo e trabalhando como engraxate e boia-fria. Descobriu a música. Tocou em bandas, escreveu poesias, compôs canções e se apresentou em festivais.

José Vicente, fazendo um “bico” como pintor de paredes, prestou o concurso para soldado da Polícia Militar. Mudou-se para a capital. Retomou os estudos e se formou em Direito. “Nos corredores da faculdade e nos ventos da Constituinte de 1987, fez a pergunta que mudaria tudo: por que, dentre 100 alunos na sua turma, havia só dois negros? Tornou-se advogado e, depois, delegado de polícia. A inquietação persistiu e o levou até a tradicional Escola de Sociologia e Política. Ali, conheceu outros jovens com as mesmas perguntas e o sonho em comum de um Brasil onde o povo negro tivesse voz e vez”, relata Viveiros.

Além disso, o autor destaca que o combustível da luta do biografado não é o ressentimento, mas sim a esperança. “Sua trajetória é um testemunho do poder da união e da cooperação postos a serviço de uma causa que vale a pena, que precisa de todos. O negro saiu das páginas policiais e esportivas da mídia para as editorias de economia, ciência, política. Deixou de ser empregado ou bandido nas telenovelas, para ser protagonista e exemplo”, acentua Viveiros.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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