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OSB destaca protagonismo feminino no concerto “Mulheres na Música”

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A Orquestra Sinfônica Brasileira mantém o compromisso de valorizar a participação feminina na música com o concerto Mulheres na Música, que será realizado no palco da Sala Cecília Meireles. A maestra Simone Menezes comanda o espetáculo, que conta ainda com a violinista Ana de Oliveira como solista. No repertório, obras de Joan Tower, Juliana Ripke, Claudia Montero e Louise Farrenc.

Já nos primeiros compassos, a agitação percussiva da Fanfare for the Uncommon Woman nº 1, de Joan Tower, deixa claro a que veio. Tower parte da mesma formação de metais e percussão da Fanfare for the Common Man, de Aaron Copland, mas expande a paleta, conferindo à obra textura e vigor próprios. A peça é dedicada à maestra Marin Alsop, mas a homenagem se estende “às mulheres que assumem riscos e se aventuram em territórios historicamente dominados por homens”, de acordo com a própria compositora. O programa segue com Quebra-molas, da brasileira Juliana Ripke, orquestrada pela própria especialmente para este concerto. A peça é construída a partir de um único motivo que percorre e estrutura toda a música, funcionando como fio condutor de uma narrativa que evoca as viagens de carro pelas serras brasileiras.

Na sequência parte do espetáculo, o programa entra no território das formas de maior fôlego. Ana de Oliveira sobe ao palco para interpretar o apaixonado Concerto para Violino de Claudia Montero, obra que rendeu à compositora argentina o Latin Grammy de 2014. Montero parte aqui da tradição concertante europeia mas inscreve nela suas próprias inflexões, enraizadas no folclore portenho: há certo lirismo nostálgico do tango, uma melancolia reminiscente das ruas de Buenos Aires, mas também uma energia rítmica que vai se adensando até o labirinto final.

O tour de force da celebração fica por conta da Sinfonia nº 3, em Sol menor de Louise Farrenc. Nada de tuttis orquestrais: o gesto que deslancha essa joia do repertório sinfônico é um lamento solitário de um oboé, que se estende por seis compassos até ser respondido pelas cordas em surdina. A música irrompe então, sem avisos, num turbilhão de figurações agitadas, que se alternará com outros mais intimistas em todo o primeiro movimento. No “Adagio”, vigora um idílio pastoral, com o clarinete conduzindo frases que aos poucos se expandem até um clímax; o “Scherzo”, por sua vez, irrompe febril, cheio de trilos e acentuações deslocadas que só encontram repouso na seção central, dominada pelos sopros. O “Finale” retoma a energia inicial com ímpeto redobrado, alternando texturas densas e rarefeitas numa corrida que só se resolve nos acordes eloquentes do encerramento.

SERVIÇO: Dia 14 de março (sábado), às 17h / Dia 15 de março (domingo), às 11h / Local: Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47 –  Lapa)

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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