- Publicidade -

OSB Jovem abre Temporada 2026 com concerto na UERJ

Publicado em:

Composta por músicos entre 18 e 30 anos, selecionados por meio de um rigoroso processo de audições que também leva em conta critérios socioeconômicos, a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem segue por mais um ano de atividades, desta vez com novos integrantes, aprovados em concurso realizado no fim de 2025. Em 2026, a OSB Jovem apresenta a Temporada Harmonia, que propõe um diálogo entre música e literatura como forma de aproximar e celebrar diferentes culturas, épocas e territórios. A programação contará com dez concertos conduzido pelo regente titular e coordenador pedagógico do grupo, Anderson Alves. 

Quatro grandes compositoras contando a história de um país: essa é a proposta deste concerto de abertura da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem. Sob o título Terra Brasilis, o espetáculo parte de obras assinadas por Clarice Assad, Juliana Ripke, Cibelle Donza e Chiquinha Gonzaga para explorar os muitos modos pelos quais a música pode narrar o que somos. O denominador comum dessa travessia musical rica e multiperspectivada é a força criativa das compositoras envolvidas, figuras representativas que com estilos e dicções próprias encontraram um caminho para escrever o Brasil em som. 

O programa tem início com a Fantasia Terra Brasilis, de Clarice Assad. Concebida quase como um curta-metragem, a obra toma o hino nacional como fio condutor para contar, em velocidade acelerada, a formação de um país feito de encontros. A famosa melodia, contudo, não se mostra tal como a conhecemos; é fragmentada, dispersa, intercalada com referências sonoras das muitas culturas que aportaram no Brasil e aqui se misturaram. Na sequência, com Eu-Mulher, de Juliana Ripke, o programa adentra o território da palavra poética. Originalmente a composição foi escrita para coral e posteriormente ganhou orquestração assinada pelo maestro Paulo Galvão Filho. Sua estrutura espelha a do texto de Conceição Evaristo: o refrão “Eu fêmea-matriz. / Eu força-motriz. / Eu-mulher / abrigo da semente / moto-contínuo / do mundo” retorna ciclicamente, e a cada retorno a textura se adensa, os instrumentos se multiplicam, a dinâmica cresce. A própria Evaristo esteve presente na última execução da obra pela OSB Jovem e reconheceu na música a profundidade de seu texto. Juliana Ripke trabalha atualmente em uma ópera baseada na vida da escritora. 

A Suíte Curumim, de Cibelle Donza, surgiu como uma encomenda da Orquestra do Projeto Guri, formada por jovens músicos, e essa origem marca a obra não apenas em aspectos técnicos, mas também na escolha de seu universo temático. Os três movimentos, “Elástico”, “Quatro Cantos” e “Morto-Vivo”, correspondem a três brincadeiras tradicionais que são recriadas com absoluta criatividade. 

Não poderia haver melhor forma de encerrar este programa do que com uma seleção de peças de Chiquinha Gonzaga, assinadas aqui em arranjo para orquestra sinfônica por Anderson Alves. Reunindo cinco obras da compositora carioca, a suíte funciona como uma espécie de antologia afetiva, que combina composições famosas a outras menos conhecidas do catálogo da brasileira.

A Temporada Harmonia irá ocupar, além do Teatro Odylo Costa, filho, os palcos da Sala Cecília Meireles, Cidade das Artes e Teatro Carlos Gomes, com programas que atravessam estilos e períodos e dialogam com tradição e contemporaneidade.

SERVIÇO: Dia 31 de março (terça-feira), às 19h / Local: Teatro Odylo Costa, filho (Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã – Rio de Janeiro) Entrada gratuita 

Rota Cult
Rota Cult
Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

Mais Notícias

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -