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I Festival de Teatro Cego traz peças encenadas completamente no escuro

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Com a proposta de estabelecer uma linguagem inédita nas artes cênicas, o I Festival de Teatro Cego traz ao público peças encenadas completamente no escuro, proporcionando uma experiência única ao convidar os espectadores a abdicarem da visão e compreenderem a trama através de outros sentidos, como olfato, paladar, tato e audição, utilizando-se de aromas, música e sensações táteis. 

Escritas e dirigidas pelo dramaturgo Paulo Palado, ‘Acorda, Amor!’, ‘O Grande Viúvo’ e ‘Clarear‘ são as três peças selecionadas para o Festival, que será realizado entre os meses de abril e junho, no Rio de Janeiro, Aracaju, Vitória e em Recife.  Cada uma das cidades receberá duas apresentações de cada espetáculo, somando seis sessões em cada capital, todas com ingressos gratuitos.

O Espaço Cênico no Teatro Cego- Ao contrário de uma peça convencional, onde o espectador vê primeiro o cenário, que depois vai sendo preenchido por movimento e vida, no Teatro Cego tudo começa em uma escuridão profunda e total. Após a entrada dos atores, com a movimentação e utilização dos espaços, é que o cenário vai se revelando na imaginação de cada pessoa. Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico. Tais sensações são o caminho para a compreensão da trama, mesmo ela ocorrendo completamente no escuro.

O elenco é formado por atores com deficiência visual, atores com baixa visão e atores videntes – que enxergam.  “Fazer uma peça no escuro nos permite trabalhar com códigos muito profundos, possibilita ao ator outras formas de se expressar, e abre um campo de trabalho para pessoas que não enxergam. Além disso, o teatro torna-se campo para acessibilidade, onde o público pode exercitar a empatia e se sentir no lugar de quem não enxerga”, diz Palado, que desenvolve o formato Teatro Cego desde 2012 com a Companhia homônima. 

Para a segurança da plateia, artistas e produção, a sala escura onde os espetáculos acontecem é monitorada em tempo integral por uma pessoa da produção, através de câmeras de infravermelho e um sistema de iluminação emergencial é instantaneamente acionado em caso de emergência. “Antes do início de cada sessão, o público recebe orientações de segurança e sobre como proceder para que o espetáculo aconteça da melhor forma possível”, explica o diretor. 

Sucesso de público e crítica: Além das três peças que estrelam o Festival, outros textos fazem parte do cardápio de peças criadas pela companhia, como “Um Outro Olhar”, “O Reino de Lindsor”, “A Festa da Inclusão” e “Another Sight“. Todas elas já emocionaram espectadores em inúmeros teatros, dentro e fora do Brasil. 

O festival acontece de 16 a 19 de abril, na Cidade das Artes. Ingressos gratuitos a partir de 13/04 em www.sympla.com.br

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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