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24ª Semana Nacional de Museus

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O Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico prepararam atividades para diversos tipos de público na 24ª Semana Nacional de Museus. Com o tema “Museus unindo um mundo dividido”, o evento promovido pelo IBRAM conecta memória, ciência, natureza e inclusão social. No Rio de Janeiro, as duas instituições oferecem atrações presenciais e online entre os dias 19 e 24 de maio, todas gratuitas e com foco em acessibilidade, diversidade e participação comunitária.

No Museu do Amanhã, a programação destaca a preservação da memória digital e a democratização dos acervos. No dia 22 de maio, a Oficina de Preservação de Acervos Digitais, em parceria com o Museu da Pessoa, oferece introdução prática a ferramentas e metodologias de gestão de arquivos pessoais e institucionais, uma atividade que responde diretamente ao desafio de incluir narrativas historicamente silenciadas. Ainda no dia 22, a Roda de Conversa “Quem Conta a História? Acervos e Democratização” reúne especialistas para debater ética, tecnologia e os futuros da memória no campo patrimonial. As inscrições para ambas as atividades devem ser feitas via link.

O debate se dá na esteira do lançamento do Centro de Documentação e Memória, uma plataforma online criada pelo Museu do Amanhã para ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela instituição ao longo de seus dez anos de trajetória. O portal reúne dados, conteúdos e registros que dialogam com os temas centrais do museu — arquitetura, ciência, cultura e sociedade — organizados em três eixos: bibliográfico, arquivístico e museológico. Ao disponibilizar publicamente pesquisas, exposições e projetos, o centro reforça o papel da instituição como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento, aberto e acessível a todos. A iniciativa conecta-se diretamente à proposta da 24ª Semana Nacional de Museus ao unir memória, transparência e participação social.
 

O museu também investe em experiências imersivas e lúdicas. No dia 19, a Imersão “Geopoética das águas” usa fotografias, poemas e movimento para refletir sobre a relação afetiva com os oceanos. No dia 21, a atividade “Escondidos nas profundezas” estimula a imaginação sobre seres das profundezas marinhas. Já no dia 22, “Palavras que unem mundos” convida o público a criar frases inspiradas nos jogos de Paulo Freire, como exercício de esperançar futuros possíveis.
 

Para quem deseja explorar o território, no dia 23 acontece o Rolé de Bike “Marcas do passado: do território ao museu”. A rota inicia na Pequena África carioca, com paradas no Cais do Valongo e no Instituto dos Pretos Novos, e encerra no Museu de História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB). A programação infantil inclui no dia 24 o espetáculo “Tilintar dos contos”, da Cia Trilhos, e a contação “A Cobra Canoa e a criação do Mundo”. Destaque também para a televisita pelo TikTok “Oceanos unindo o mundo” (19/05, às 17h), que leva o tema da semana às redes sociais.

No Museu do Jardim Botânico, a conexão com a Semana Nacional de Museus se dá pelo viés da memória ancestral, inclusão sensorial e educação científica. No dia 21, a atividade “Saberes Ancestrais: Adinkras” apresenta símbolos visuais dos povos Akan (Gana, Costa do Marfim) como linguagem e repositório de sabedoria sobre a natureza — um exemplo direto de museu como ponte entre culturas e mundos divididos.

O compromisso com a acessibilidade aparece nas Visitas educativas cognitivo-sensoriais dos dias 22 e 24 (das 9h às 10h), adaptadas para pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais, com objetos táteis e ajustes sonoros. No dia 23, “Plantando Histórias: Jatobá” une literatura, arte e cultura para construir memória afetiva sobre o Cerrado, a partir da série de pinturas da artista Rosana Paulino. E no dia 24, a visita “Da Floresta ao Laboratório” revela a ciência por trás da conservação da flora brasileira — mostrando como pesquisa e memória natural caminham juntas.

Saiba mais sobre as atividades nos sites oficiais do Museu do Amanhã e Museu do Jardim Botânico.

Já o CCJF inaugura exposições que propõem diferentes visões sobre identidade, imagem, pertencimento e construção da subjetividade. A mostra Falso Brilhante, de Wilson Piran, com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, traz 34 obras inspiradas na pop arte que discute o excesso de imagens na sociedade atual e a formação de identidades e imaginários coletivos. Com muita cor e glitter, o artista mostra suas versões de personalidades, entre elas Cartola, Rogéria, Pelé, Marielle Franco, Rita Lee,  Gal Costa e Santos Dumont

Já Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos, com curadoria de Juan Santoli, reúne obras de 8 artistas e reflete sobre a produção da arte no contexto da história da arte queer brasileira, abordando temas como solidão, desejo, incerteza, paixão e transformação de si.

Período de visitação: de 20/5/26 a 21/6/26 (terça-feira a domingo), de 11h às 19h / Centro Cultural Justiça Federal • CCJF Avenida Rio Branco, 241 – Centro • Rio de Janeiro (há possibilidade de entrada pela Rua México, 57)

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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