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“Coisas do Norte” leva cinema nortista contemporâneo ao Cine Joia

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A Amazônia contemporânea, suas memórias, ancestralidades e imaginários ocupam a tela do Cine Joia entre os dias 12 e 15 de maio, durante a Mostra “Coisas do Norte”. Com entrada gratuita, o festival reúne curtas, longas, debates e masterclass dedicados à produção audiovisual dos sete estados da região Norte do Brasil.

Com curadoria de Antonio Rodrigo e Zienhe Castro, a mostra reúne obras que atravessam temas como ancestralidade, território, racialidade, meio ambiente, conflitos sociais, memória e identidade, evidenciando a potência estética e política do audiovisual nortista.

Para o produtor e diretor-geral da mostra Adler Costa, o festival surge da necessidade de ampliar os espaços de circulação para o cinema produzido no Norte do país. “Existe uma potência criativa imensa nas narrativas amazônicas contemporâneas que ainda chega muito pouco ao circuito tradicional de outras regiões do Brasil”, afirma.

A abertura, no dia 12 de maio, apresenta a sessão formada pelos filmes “Umassuma – Lascas de Memórias”, “Cabana” e o longa documental “Mundurukuyu”, com sessão acessível. Já no dia 13, a programação inclui a masterclass “Narrar o Norte: A experiência com telefilmes regionais da Globo”, ministrada por Lúcia Tupinassú, seguida de uma seleção de curtas de ficção e animação de estados como Pará, Rondônia, Amapá, Amazonas e Roraima.

No dia 14, a exibição inicia com  “Utopia”, “O Barco e o Rio” e o longa documental “Xingu – Nosso Rio Sagrado” em seguida a conversa  “Contar o Território” debate produções realizadas na Escola de Cinema do Campo do MST no Sudeste do Pará.

Encerrando a programação, o dia 15 reúne sessões voltadas à memória, experimentação audiovisual e identidade amazônica, com filmes como “Alexandrina – Um Relâmpago”, “Catador de Sons”, “Praça Amazonas” e “Mãe Vira Porca”. A noite termina com a exibição do premiado longa acreano “Noites Alienígenas”, dirigido por Sérgio de Carvalho.

Adler destaca que a programação busca apresentar diferentes perspectivas sobre a Amazônia contemporânea. “O festival reúne produções urbanas, periféricas, indígenas, negras e dissidentes, criando pontes entre territórios, experiências e formas distintas de imaginar a região Norte do país”, comenta.

Além das exibições, a mostra promove espaços de formação e troca entre realizadores e público, fortalecendo o intercâmbio cultural entre Norte e Sudeste e ampliando o acesso a cinematografias ainda pouco difundidas no circuito comercial brasileiro.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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