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Coletiva Profanas apresenta o espetáculo “fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO”

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Foto: Elza Cohen

“fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO. Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos.ou PALESTINA LIVRE!” é o título da obra que a Coletiva Profanas, grupo de teatro e performance paulistano, formado na Universidade São Paulo, vai apresentar esta semana em uma parceria com a Cia Satyros. Aliás, o espetáculo traz além de atores, músicos que executam a trilha sonora ao vivo, fazendo com que, certamente, o espetáculo fique ainda mais vivo.

27 de Agosto às 23h – Live entre Ivan Cabral e Manfrin
28 de Agosto às 23h – Apresentação YouTube Coletiva Profanas
29 de Agosto às 23h – Apresentação YouTube Coletiva Profanas
30 de Agosto às 23h – Apresentação YouTube Cia Satyros

Em cena temos a personagem central Tangerine, que leva o público a uma discussão profunda sobre a questão de gênero, sobre o que é ser mulher, homem ou travesti. No palco, Tangerine canta, dança e fala das mágoas de também ser um corpo favelado brasileiro. Ela é híbrida, desobediente, fluída, como são os cavalos-marinhos, daí a menção no título da peça.

“Com a premissa de que toda construção social tem seu potencial ‘performativo’ – e nisso entendemos o idioma como um construto social, ser Homem/Mulher como uma construção social – como relata a performer brasileira Eleonora Fabião em Performance e teatro: poéticas e políticas da cena contemporânea (2008)-, esta obra é um convite todes a olhar através da performatividade do corpo, que diariamente sofre tentativas de ‘padronização’ sob efeitos de uma heteronorma para atingir um padrão de ser. Problematizaremos através de uma cena quase debate, este corpo como meio de expressão identitária consciente”, explica Manfrin e cita a fala de sua personagem: “- Vocês entendem o perigo que é entender as coisas?”.

“Em “fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO” , decidimos, então, por pesquisar a performance de gênero e suas possibilidades criativas dentro da cena – o que de fato faz um homem cis, ser corporeamente um homem cis? Seus gestos? Sua roupa? Sua fala? Sua consciência? A fala de legitimação do Outro? – buscando assim construir uma estética desobediente/não binárie. Acreditamos, portanto, no potencial de pesquisa continuada na relação arte e vida desta obra, onde todo o material criativo da coletiva é autoral e relacional – da dramaturgia textual à trilha sonora. É processo de transição identitária não binárie virando obra de arte”.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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