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“A Protagonista” valoriza vozes e fortalece os protagonismos de mulheres

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Dramaturgia convida público à reflexão.

Terceiro espetáculo do Coletivo Paralelas, “A Protagonista” surge como uma expansão das pesquisas desenvolvidas em “Piranha não dá no mar”, um espetáculo-jogo desenvolvido com orientação artística de Miwa Yanagizawa. Nele uma nova dramaturgia se criava a cada apresentação, convidando o público à reflexão: É possível ser uma mulher livre?, e o termo “Piranha” atuava como disparador dessa discussão.

Foto: Franco Albuquerque

Em “A Protagonista”, a parceria com Miwa Yanagizawa se manteve, e o grupo decide aprofundar a investigação do jogo como instrumento cênico e a reflexão sobre os agentes que limitam a livre atuação da mulher na sociedade, tomada por vigilância e opressão. A estreia será dia 19 de setembro, às 20h, transmitido pela plataforma Zoom.

No espetáculo, há 4 atrizes fixas no elenco, e em cada apresentação, uma atriz convidada diferente que não sabe nada sobre a peça e recebe a indicação de que a plateia não pode perceber que ela não compõe o elenco fixo. Ela entra na sala do Zoom uns minutos depois do início do espetáculo.

O enredo se constrói em torno da convidada, a qual, sem o saber, torna-se a protagonista da cena, identificando-se como mais uma mulher sendo vigiada. Portanto, o público se torna o vigia dessas atrizes, disparando a discussão sobre protagonismo feminino, vigilância e controle sobre a mulher, agora no meio virtual.

O projeto escolheu, como atrizes convidadas, mulheres não brancas e de regiões periféricas do Rio de Janeiro, como forma de valorizar essas vozes e fortalecer os seus protagonismos.

O enredo mostra 4 funcionárias de uma empresa atuando de forma remota, ressaltando, em seus diálogos, questões sobre o universo feminino e as novas demandas surgidas nesse momento extraordinário, em que o controle e a vigilância sobre a mulher se mostraram ainda mais presentes. A quinta atriz (convidada) entra em cena para uma entrevista de emprego e será contratada para trabalhar, também remotamente, nessa empresa, gerando nas demais atrizes a expectativa do que pode acontecer.

No primeiro momento, as atrizes dividem memórias e vivências, apontando as diferenças e semelhanças entre um ambiente de trabalho presencial e outro virtual. Em um segundo, revelam-se imagens e filmagens feitas durante e anteriormente à peça, expondo as atrizes e levando a julgamento suas realidades cotidianas exibidas em uma plataforma virtual. Assim, a vida se torna espetáculo e elas se dão conta de que suas representações se perdem no que são, no que desejam ser e no que os vigias as transformam.

A peça, que tinha estreia prevista para 20 de março de 2020 no SESC Tijuca, foi adaptada e atualizada pelo grupo para ser realizado na plataforma virtual ainda em parceria com o SESC Rio.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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