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Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan ganha aventura digna de excelência

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Clássico francês ganha nova roupagem.

Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan ganha aventura digna de excelênciaUm dos maiores clássicos do romantismo francês “Os Três Mosqueteiros” , de Alexandre Dumas, já adaptado várias vezes no cinema, ganha nova versão em Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan sob olhar de uma coprodução de estúdios europeus.  

A história tem início quando D’Artagnan (François Civil) entra em conflito ao tentar salvar uma jovem de homens armados, ele fracassa, e portanto segue seu destino de tornar um mosqueteiro do Rei Luís XIII (Louis Garrel), contudo logo ele conhece Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmï) e Aramis (Romain Duris), e se envolve numa trama de estado e conspiração armada pelo Cardeal Richelieu (Eric Ruf), ministro e mais importante conselheiro do rei, e sua mais fiel agente, Milady de Winter (Eva Green).

Sem dúvida este o filme que mais se manteve fiel ao material original de Alexandre Dumas! O romance histórico baseado em acontecimentos reais do governo de Luís XIII, se passa durante a primeira metade do século XVII, quando a França passava por instabilidade político religiosa, ligada à Igreja Protestante da França. Se aproveitando disso, Richelieu conspira contra a rainha, para levar à França a guerra contra os protestantes, fortalecendo seu poder dentro do país.

D’Artagnan e os mosqueteiros são guiados pela lealdade e cavalheirismo ao rei, instrumento importante nessa encruzilhada. Aliás, o filme é apenas a primeira parte da aventura, que pretende mostrar a formação dos três mosqueteiros até eles ajudarem a rainha da França contra o Cardeal. Aliás, certamente, o próximo longa vai abordar o cerco a La Rochelle em 1627, comandado por Richelieu.

A trama é fiel ao material original no roteiro de Matthieu Delaporte e Alexandre de La Patellière, além disso, é necessário apontar também que o ritmo do filme é totalmente europeu, francês, para ser exato. Isso nem de longe é um demérito do filme, muito pelo contrário, a direção de Martin Bourboulon consegue ser calma quanto necessário, e frenética nas cenas de ação ao trazer vários planos sequência que trazem velocidade e dinamismo para isso. O som das lutas entra em sincronia com a câmera trazendo uma tridimensionalidade que poucos filmes conseguem criar.

Além disso, o elenco é muito bem escolhido também. Sendo o mais jovem do grupo, D’Artagnan tem que ser inconsequente e alegre, o que François Civil conseguiu em vários momentos, o ator é o típico herói que é ponta de lança nos combates e um piadista inveterado. Não se pode deixar de lado também Vincent Cassel como Athos, que tem a maior carga dramática do longa, apresentando uma excelente atuação pesada por fantasmas do passado. Destaque também para Louis Garrel como Luís VIII, conseguiu trazer a força descabida de um rei inseguro e manipulável.

A nova adaptação desse clássico da literatura é, certamente, uma excelente aventura que aposta mais na história que na ficção.

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