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Tempo de Barbárie – Ato I: Terapia da Vingança crítica o sistema de segurança do Brasil

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Tempo de BarbárieEm Tempo de Barbárie – Ato I: Terapia da Vingança, após fugir de um assalto, a filha de Carla (Cláudia Abreu) acaba sendo baleada e entra em estado vegetativo. Consumida pelos sentimentos de culpa por não ter sido capaz de proteger a própria filha e pela ineficiência do sistema para trazer justiça, a advogada se transforma em uma vingadora que fará o que for preciso para trazer justiça à tragédia que caiu sobre sua família.

O filme se baseia principalmente na crítica ao sistema de segurança do Brasil, e como inocentes acabam sofrendo. Porém, essa crítica não se limita aos níveis mais baixos de segurança, elevando-se aos mais altos cargos do sistema, nada é poupado pela raiva da personagem de Cláudia Abreu. O longa tem certos problemas de direção e escolhas estéticas, mas se algo realmente funciona e sustenta o filme, é a interpretação da atriz. Em vários momentos, vemos como uma mãe de família consumida pela vingança, se transformando num poço de raiva e desejo por justiça, porém o que ela compreende por justiça. Parece até a origem de uma anti-herói, em vários momentos não ficaria estranho se a personagem colocasse uma fantasia e virasse uma justiceira ao estilo Batman ou Punisher.

Aliás, o visual de Tempo de Barbárie – Ato I: Terapia da Vingança se inspira em vários thrillers de ação recentes, em especial os da franquia Busca Implacável, no uso da fotografia e de como as cenas são dirigidas. Outra referência estética é Tropa de Elite na direção, na montagem e pelo uso das cores no filme. A questão problemática é justamente não saber como usar essas referências para criar uma personalidade própria. Ainda que a personagem principal e o restante do elenco consigam entregar uma boa atuação, o filme carece de uma personalidade própria, falta identidade.

Tempos de Barbárie teria tudo para ser sucesso, porém o excesso de referencias cinematográficas, faz com que o filme sofra em seu resultado final. Poderia ser mais bem aproveitados se fosse uma série.  A montagem acelera o tempo, e ainda assim não acha um ritmo que traga dinamismo para a trama criar uma personalidade própria. Além disso, em uma série haveria tempo hábil para desenvolver melhor os personagens.

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