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Um dos filmes mais esperados do ano, Rogue One: Uma História Star Wars, chega aos cinemas

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rogue-oneEnvolvido sempre em muita expectativa chegamos ao dia da aguardada estreia de Rogue One: Uma História Star Wars, o segundo filme da franquia lançado com a produção do Walt Disney Studios baseado no universo criado por George Lucas.

Sendo o primeiro filme com a intenção de expandir a história original, Rogue One se encaixa exatamente antes de “Uma Nova Esperança”, então vemos que logo após a formação do Império, a Aliança Rebelde recruta Jyn Erso (Felicity Jones de A Teoria de Tudo) para trabalhar com o capitão Cassian Andor (Diego Luna de Elysium) para roubar os planos da mais nova arma do Império, a Estrela da Morte.

Logo nos primeiros minutos de filme percebemos que essa será uma obra diferenciada na saga. Sendo definitivamente o primeiro filme de Star Wars para adultos, o que vai servir com “alívio” para os fãs mais antigos, que acreditavam que com a Disney seria tudo mais divertido e com muito humor como em O Despertar da Força.

Ainda assim, o roteiro de Chris Weitz e Tom Gilroy começa um pouco perdido, atirando para todos os lugares, com a intenção de introduzir todos os novos personagens que iremos acompanhar nessa jornada e diversos novos planetas. O problema é que o filme não constrói com profundidade os personagens apresentados, não apresentam muito a história por trás deles, inclusive, não justificando o motivo de alguns deles se juntarem a causa Rebelde. Os destaques ficam sem dúvida para o androide K-2SO dublado pelo excelente Alan Tudyk (Firefly) e do guerreiro cego Chirrut Îmwe vivido por Donnie Yen (O Grande Mestre).

Mesmo assim é interessante ver a forma que a rebelião é colocada, pois ela não segue o padrão de justiça esperado, vemos uma Aliança Rebelde mais pé no chão e que precisa tomar decisões ambíguas e questionáveis em momento de guerra.

A direção de Gareth Edwards é muito competente, entregando algumas das melhores sequencias de combate e guerra já vistos na saga. Mesmo assim Edwards peca um pouco no ritmo durante o segundo ato, algo que parece padrão do diretor se levarmos em conta Godzilla que foi o seu trabalho anterior. Assim ele novamente guarda para o terceiro ato o melhor do filme, que é entregue com muita qualidade, tudo àquilo que os fãs esperavam encontrar em Rogue One.

Outro ponto que merece ser mencionado é a falta de necessidade de referenciar os outros filmes da saga. As referencias existem e estão lá para os fãs mais atentos, mas elas servem como uma pontuação da cronologia e não como uma obrigação. E essa revisitação a obra original ganha muita qualidade com a adição surpresa em CGI de um personagem importante da saga, que vale como uma bela homenagem.

Falando em personagens importantes em Rogue One temos a já anunciada participação do icônico vilão Darth Vader que por mais que não tenha o tempo em cena que os fãs aguardam, brilha em cada segundo de tela. Tendo aqui algumas de suas melhores cenas na franquia.

Assim se a proposta da Disney era um experimento para saber se a franquia de Star Wars pode viver com filmes separados de sua saga original, Rogue One é uma prova de que esse é um interessante caminho a ser explorado.

Renato Maciel
Renato Maciel
Carioca e tijucano, viciado em filmes, séries e tudo envolvendo cultura pop, roteirista e estudante de cinema, podcaster no Ratos de Cinema

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