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Flávio Marinho estrela “2 ou 3 Coisas Que Eu Sei Delas” no Teatro Vannucci

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Quem diria que um áudio de Fernanda Montenegro encorajaria o autor, escritor e diretor Flávio Marinho a subir num palco como ator de um texto seu? Pois aconteceu. Foi após assistir a uma entrevista de Flavio na TV que a ‘Fernandona’ enviou um áudio para o amigo sugerindo que ele reunisse seu cabedal cultural e contasse parte dele nos palcos. Com mais de 30 anos de carreira nos bastidores de teatro, Marinho ouviu a grande dama e aceitou o desafio. E agora estreia como ator nos palcos do Teatro Vannucci, no espetáculo “2 ou 3 coisas que eu sei delas“, sob a batuta de Luciana Braga, que estreia na direção, e tendo como companheira de cena Soraya Ravenle e, no piano ao vivo, Liliane Secco, que também assina a direção musical.

Na montagem, um grupo de velhos amigos se reúne, num fim de noite, no “Bar do Teatro”. Um garçom, o contrarregra Reginaldo Celestino, uma pianista, uma atriz-cantora e, no centro de tudo, um dramaturgo que compartilha suas reminiscências com seus parceiros de cena e com o público, sempre com muito humor, muita música e alguma emoção.

Aliás, uma das primeiras emoções despertadas em cena vem justamente do tal áudio de Fernanda Montenegro, uma participação sonora e afetiva na peça que perpassa memórias artísticas de Flavio Marinho e parte de suas descobertas culturais tendo como referência central as mulheres: atrizes, cantoras, musas de muitas gerações que estimularam sua paixão pelo teatro e o consequente trabalho nas ribaltas.

“A mensagem da Fernanda no meu celular de madrugada, depois de me ver numa entrevista do Canal Curta, sugerindo que eu entrasse em cena, foi, certamente, a gota d’água. Muitos amigos queridos, ao longo dos tempos, já me falavam isso, mas eu achava que era mais uma observação afetuosa. Mas quando a Fernanda fala, a gente não discute”, diverte-se Flávio.

Pra se ter ideia, a amizade mais recente é com Luciana Braga, com quem celebra o 25º ano de parceria profissional – e, desta vez, numa inversão de papéis. “Ele sempre me disse que eu tenho muita inteligência cênica, então acho que foi a partir dessa confiança que surgiu o convite. É a minha primeira direção e eu estou muito feliz, orgulhosa e super honrada”, celebra a diretora. Para ela, o espetáculo é como um ‘sarau de histórias e poesias’. “Porque ele é memorialista, embora não seja saudosista. Flávio divide as suas memórias em formas de pequenas histórias, entremeadas por músicas. A memória dessa construção teatral, do homem de teatro que ele foi se transformando ao longo da vida dele”, resume Luciana, que tem a filha, Isabel Castello Branco, como sua assistente no trabalho.

Em cena está, sem dúvidas, um espetáculo delicado, sutil, feminino, leve e bem-humorado que vai fazer o público ‘viajar’ nas recordações culturais do autor, centradas em figuras de mulheres extraordinárias, que marcaram nossas vidas, como Bibi Ferreira, Marília Pêra ou Fernanda Montenegro – a madrinha do espetáculo. A peça foi concebida para sacudir a memória afetiva da plateia não só com a História do Brasil, como com a trajetória da cultura brasileira e as histórias pessoais do escritor, que está no centro das atenções. A partir de suas lembranças, o espetáculo abriga 14 números musicais, entre nacionais e internacionais, cantados, com intenso brilho, por Soraya Ravenle.

SERVIÇO: Temporada:  03 de setembro a 31 de outubro / Horário: Quartas-feiras às 20h, quintas e sextas-feiras às 18h / Local: Teatro Vannucci / Ingressos https://bileto.sympla.com.br/event/109352 / Classificação Indicativa: 12 anos

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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