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Solar (dos Abacaxis) reúne peças históricas, obras inéditas e projetos criados especialmente para o Solar

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No último ato das comemorações pelo seu aniversário de dez anos, o Solar (dos Abacaxis) fecha a temporada de 2025 com a abertura da exposição “Irradiar: para construir instituições da gente”. Em cartaz a partir do dia 6 de dezembro, a mostra reúne cerca de 40 trabalhos de mais de 30 artistas e ocupa integralmente os três andares de sua sede na Rua do Senado, no Centro do Rio, eleita pela revista Time Out a rua mais cool da cidade. O projeto marca ainda um novo ciclo do instituto, que lança seu projeto de rebranding — agora atende apenas pelo nome Solar — e abre ao público sua primeira Sala de Leitura, ampliando o programa educativo e compartilhando o acervo inicial que orienta suas pesquisas.

Serão dois dias de celebração. No dia 5 de dezembro, o instituto recebe patrocinadores, apoiadores, integrantes do programa Halo Solar e convidados para uma pré-abertura dedicada à rede que sustentou a trajetória do instituto. Já no dia 6, a comemoração se expande para a rua com uma grande festa pública reforçando a sua vocação para ocupar o espaço urbano e celebrar a cultura em comunidade.

A maior exposição já realizada pelo Solar — fruto da curadoria de Bernardo Mosqueira, Matheus Morani e Camilla Rocha Campos — faz parte do programa de dois anos dedicado à ideia de liberdade e aprofunda o debate sobre arte, institucionalidade e futuro. As obras reunidas na mostra levantam perguntas centrais sobre o papel e o significado das instituições de arte: “Por que fazemos instituições de arte?”, “Que papéis elas cumprem na vida coletiva?” e “Como imaginar formas institucionais que sejam, ao mesmo tempo, críticas, generativas e comprometidas com a liberdade coletiva?”

A mostra não é um inventário, é um dispositivo curatorial que articula peças, documentos e projetos para mapear práticas instituintes e lembrar que instituições são processos, pactos e acordos sociais.

“A exposição faz parte do nosso programa de dois anos investigando a liberdade e pensa a relação entre arte, institucionalidade e liberdade — formas de fazer instituição a partir de trabalhos de artistas, sobretudo nos campos da crítica institucional, da imaginação institucional e da construção institucional”, explica Bernardo Mosqueira, diretor artístico do Solar. “O sistema institucional que recebemos é falho e merece ser criticado. O que desejamos para as próximas gerações é entregar instituições melhores. Essa é a base da exposição.”

O percurso foi projetado para reimaginar a própria arquitetura da sede, onde salas, escadas, fachadas e pátios funcionam como camadas de um organismo vivo, e várias obras extrapolam os limites do edifício para dialogar com a rua — gesto que expande o território institucional e transforma a visita em ato público. A curadoria organizou a exposição a partir de núcleos que articulam memória, institucionalidade crítica, imaginação e práticas de coletividade.

A exposição reúne peças históricas, obras inéditas e projetos criados especialmente para o Solar, formando um corpo que articula passado, presente e futuro da instituição. Um dos eixos fundamentais é a remontagem de “Faça você mesmo: território e liberdade” (1968), de Antônio Dias — a primeira obra exibida pelo instituto, há uma década. Agora pensada para ocupar a rua, ela se transforma em gesto de expansão simbólica do território institucional, reafirmando a vocação do Solar de tensionar a fronteira entre o que está dentro e o que está fora.

Serviço Período: dezembro de 2025 a março de 2026 / Abertura e festa de aniversário aberta a todos: 6 de dezembro de 2025 / Local: Solar | Mercado Central — Rua do Senado, 48, Centro

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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