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Ocupação Noite das Estrelas acontece na Maré e no MAR 

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A Ocupação Noite das Estrelas chega em 2025, no mês da consciência negra, com uma segunda edição ainda mais contundente e evocativa. Além de celebrar os emblemáticos shows LGBTQIAP+ das décadas de 1980 e 1990, realizados na Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, esta edição trás a luta pela reivindicação do movimento como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Com uma programação intensa, que se acontece de 9 a 30 de novembro na Maré e 16 e 17 de janeiro no Museu de Arte do Rio, o evento propõe uma jornada multifacetada de performances, exposições e experiências artísticas que celebram a memória e a transformam em um ato de emancipação cultural. A arte LGBTQIAP+ negra e periférica, que por décadas arrastou multidões, reafirma, neste contexto, sua vitalidade e importância como um dos pilares centrais da cena cultural carioca e brasileira, invocando a necessidade urgente de seu reconhecimento oficial.

Os antigos shows “Noite das Estrelas” atravessam mais de duas décadas de história dentro da Maré e nasceram do convívio e das festas da comunidade LGBTQIAP+ daquela época e caminham até a contemporaneidade. O objetivo do evento é celebrar a memória deste movimento através da linguagem contemporânea, da oralidade, escrita, performance, dança, teatro, audiovisual e outras tecnologias.

A produção passará pelas ruas da Maré, terminando seu trajeto na Quadra da Escola de Samba Gato de Bonsucesso. No último fim de semana da Maré, neste domingo (30), o evento tem comemoração dupla, pois acontece o casamento de Jaqueline Andrade e Desirée Santos, na “Noite Fancha”. Já no Centro, o espetáculo passa pelo trajeto da Pequena África, evocando as raízes negras que sustentam a história da cidade, até culminar no Museu de Arte do Rio, com participações de V de Viadão e Mariwô.

Segundo o diretor Wallace Lino, o objetivo central da ocupação é colocar a cultura LGBTQIAP+ preta e periférica no centro do debate artístico e cultural do Rio de Janeiro. “O Brasil é um país que celebra, diariamente, as brutalidades contra a população LGBTQIAP+ preta e favelada. Esta ocupação é um sonho coletivo, imanente, celebrar nossos afetos, culturas e existência por meio das linguagens artísticas. Além disso, contribuir para o acesso material e sensível, às programações de arte por públicos diversos, em especial a população da Maré, e para o debate sobre a presença de corpos e vivências LGBTQIAP+ pretos e periféricos nas artes, pautadas pela diversidade e pela inclusão”, explica.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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