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“O Formigueiro” faz circulação pelo Rio de Janeiro

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Com quatro indicações a importantes prêmios do teatro brasileiro, a comédia dramática “O Formigueiro” inicia circulação inédita, por meio do Giro Cultural, programa da FUNARJ. Escrita e dirigida por Thiago Marinho, a peça explora as mudanças no núcleo de uma família afetada pela doença de Alzheimer, levantando temas como poder, memória, trauma, afeto e a finitude da vida. Em cena estão Lucas Drummond, Roberta Brisson, Rodrigo Fagundes e Diego de Abreu. 

A temporada começa pela Zona Sul, no dia 28 de fevereiro, com duas apresentações na Casa de Cultura Laura Alvim (Ipanema), e depois segue para os teatros Arthur Azevedo (Campo Grande), Armando Gonzaga (Marechal Hermes), Mario Lago (Vila Kennedy) e Imperator (Méier), ficando em cartaz apenas um final de semana em cada, com ingressos a preços populares. 

Na trama, tudo acontece em um único dia, durante o reencontro de três irmãos para os preparativos do almoço de aniversário da mãe, Gilda, que está nos estágios finais da doença de Alzheimer. Em determinado momento, os irmãos recebem a visita inesperada de seu cunhado. Envolvido em um escândalo de corrupção e procurado pela polícia, ele insere mais uma camada de tensão ao que poderia ser somente um aniversário protocolar. Esse reencontro familiar traz à tona traumas, disputas e um segredo, escondido sob as mentiras guardadas há décadas pela família. 

Segundo Thiago Marinho, mais do que a doença, o espetáculo joga luz sobre dinâmicas comuns a muitas casas brasileiras: “É sobre encontros e reencontros e tudo aquilo que vivemos em silêncio e precisamos expurgar. Acho que é uma peça que relembra que família é ruim, mas é bom. Num país polarizado, falar de família sem citar lados, versões e narrativas ajuda a gente a se reconectar e lembrar que apesar de tudo, a gente ama essas pessoas que passam a vida inteira do nosso lado”, comenta. 

O título da peça surge de um paralelo feito pelo autor entre a doença e a natureza. No formigueiro, há uma certa ordem de status e posições. Mas quando a rainha, genitora de seus súditos, deixa de cumprir sua função de liderança, o caos se instaura e as formigas perdem seu rumo até que uma nova liderança surja. Em uma família não é diferente.

Em seu texto de estreia como autor solo, Thiago Marinho conquistou indicações aos prêmios Jovem Talento pela APTR e Melhor Texto pelo Prêmio do Humor. “Eu tento me colocar dentro da situação que escrevo e minha válvula de escape sempre foi o humor, mesmo nas situações em que ele não cabia. Então eu acho que aprendi a rir das desgraças, dos dramas. Existe humor na tragédia. Eu acho que só consigo escrever assim”, revela. O espetáculo recebeu ainda mais outras duas indicações: Melhor Produção em Teatro (APTR), e Melhor Performance para Rodrigo Fagundes (Prêmio do Humor). 

“O Formigueiro” já passou pelos Teatros Glaucio Gill, Total Energies (sala Adolpho Bloch) e Firjan Sesi Centro, reunindo plateias lotadas e elogios da crítica especializada. Para o ator e produtor Lucas Drummond, o tema toca porque é universal: “Todo mundo se identifica com alguma das relações que o texto propõe. Seja entre irmãos, cunhados, mãe e filhos, pai e filhos, marido e mulher. Os personagens vivem questões do dia-a-dia e todos tem um teto de vidro ali, não existe bom ou mau. Isso gera empatia e identificação no público, e quando o teatro consegue isso é lindo!” conclui. 

SERVIÇO: Datas: 28 de fevereiro e 01 de março / Horário: sábado às 20h; domingo às 19h. / Casa de Cultura Laura Alvim / Endereço: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema / Classificação Indicativa: 14 anos | Duração do espetáculo: 80 minutos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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