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Aline Grain lança manual para quem quer “sobreviver” nos desafios do audiovisual

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Com quase quatro décadas de atuação no gerenciamento de carreiras de atores e atrizes, Aline Grain transforma a experiência acumulada nos bastidores do audiovisual em um livro de consulta prática em “Minimanual de Nomenclaturas e Condições de Trabalho no Audiovisual”.

A ideia do livro nasceu de uma mudança estrutural no mercado brasileiro. “O mercado brasileiro recebeu uma demanda de produções internacionais praticamente de um dia para o outro! Foi uma loucura processar tudo isso de uma maneira rápida e eficiente”, explica Aline. 

Ao longo da carreira, Aline também participou da construção e do posicionamento de nomes que ganharam espaço na TV e no audiovisual, como Paolla Oliveira, Regiane Alves, Rogério Brito e Daniel Blanco, ator que ela segue agenciando atualmente. A experiência com diferentes fases do mercado, do crescimento de talentos à negociação de contratos cada vez mais complexos, ajudou a moldar o olhar prático que guia o Minimanual.

Segundo a autora, a chegada massiva de produções estrangeiras, ainda antes da pandemia, expôs uma fragilidade no setor que precisava ser sanada. “Os contratos começaram a vir bi colunados (inglês e português), mas nossas leis são diferentes das leis americanas. Começaram a aparecer nomenclaturas novas, diferentes”. Faltando poucas matérias para se formar em Direito — sua terceira faculdade —, leitora fluente em inglês e entusiasta da tecnologia, Aline percebeu que tinha ferramentas importantes dentro desse cenário.

Embora escreva há anos, o Minimanual foi o primeiro projeto que soluciona uma necessidade prática do agenciamento. “A demanda veio antes da vontade de escrever um livro. Eu escrevo há muito tempo — peças de teatro, crônicas, ficções e realidades —, mas nunca levei isso adiante porque minha profissão consome muito tempo e energia”, conta. “Esse manual foi diferente, porque ele já fazia parte do meu dia a dia.”

Ao longo do livro, a autora também discute o papel, muitas vezes subestimado, do agente artístico no mercado brasileiro. “Aqui no Brasil, o nosso trabalho é totalmente descartável, tanto pela indústria quanto pelos artistas”, afirma. “Somos o escudo que negocia todo o processo entre o artista e a indústria, muitas vezes sob ameaças veladas dos dois lados.” Para Aline, quando o artista decide caminhar sozinho, o impacto costuma aparecer tarde demais.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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