- Publicidade -

Super Mario Galaxy é diversão sem game over

Publicado em:

Calcado numa montagem de se quicar na poltrona de tão eletrizante, “Super Mario Galaxy – O Filme” é mais ousado do que o seu antecessor na mesma franquia, iniciada em 2023, em requinte plástico, numa prova da evolução de sua produtora, a Illumination. Com um molho francês, de uma equipe repleta de talentos de Paris e seus arredores, o estúdio foi fundado por Christopher Meledandri, em 2007, em Los Angeles. Abriu seus trabalhos em 2010, com “Meu Malvado Favorito”, e driblou a Disney, a Pixar e a DreamWorks com tramas marotas e um colorido sem medo do excesso.

Emplacaram o Minions no coração da cultura pop e se deram muito bem com
“Sing” e “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, em 2016, e saíram a emplacar franquias… das boas… na lógica de que personagens carismáticos contam mais do que narrativas metidas a ser sessões de análise para a família toda. Isso é com Mickey Mouse, vide a saga “Divertida Mente”. Na Illumination, a aventura é a aposta soberana… mas é preciso que faça rir. Mario e Luigi fazem. Muito.

Besuntado de adrenalina, “Super Mario Galaxy – O Filme” é engraçado como nenhuma comédia – destes tempos de patrulha moral – sabe ser. A graça vem não só de diálogos marotos, mas também do uso de imagens que remetem aos videogames originários da desenvolvedora de jogos Nintendo. Ela é uma usina de heróis.

Dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic (os mesmos realizadores do filme de 2023) com fidelidade às cartilhas da Nintendo, “Super Mario Galaxy – O Filme” traz espaço a um dos muitos vigilantes da empresa de games, o piloto Fox McCloud (interpretado pelo mega galã Glen Powell). A raposa estelar é um dos coadjuvantes no regresso do encanador Mário e seu irmão Luigi – criados há 40 anos pelos designers Shigeru Miyamoto e Gunpei Yokoi.

O retorno deles bate forte tanto no peito das crianças quanto dos marmanjos que cresceram com joysticks na mão. Some aí quarentões que viam a sua série em desenho animado – sempre introduzida por uma porção em live-action, com o ator Capitão Lou Albano – na TV Globo, em 1991.

Seu lançamento, em plena Semana Santa, como presente de Páscoa para os gamers, vem na esteira do fenômeno “Minecraft: O Filme”, com Jack Black, presente entre os manos Luigi e Mario no papel do quelônio Bowser.

Dublados por Chris Pratt e Charlie Day nos EUA (e por Raphael Rossatto e Manolo Rey aqui), “Super Mario Galaxy – O Filme” segue as peripécias de dois bombeiros hidráulicos da Terra por uma dimensão mágica, o Reino dos Cogumelos, onde a Princesa Peach (voz de Anya Taylor-Joy e, no Brasil, da brilhante Carina Eiras) tenta encontrar uma possível parente perdida, a Princesa Rosalinda (Brie Larsen). O filho de Bowser, Júnior (muito bem vivido por Benny Safdie) raptou essa aristocrata galáctica a fim de sugar seu poder.

Com a força dela em suas patas, Júnior pode salvar seu pai, debelar Peach e botar o universo no bolso de seu casco. O problema é que o bigodudo Super Mario, enrabichado pela princesinha do povo champignon, não quer deixar o vilão vencer.

Sua luta para ajudar sua paixão rende, nas telas, um formato de ação contínua, com direito à participação mais do que especial de Fox McCloud, o que abre deixa para a Illumination levar outra pérola da Nintendo para o cinema. Se levar o montador Eric Osmond consigo, o estúdio já garante a eficácia. A forma como ele edita “Super Mario Galaxy – O Filme” é febril.

É bonito ver a estética dos joguinhos do console Phantom System (a partir do qual a Gradiente trouxe a Nintendo até nós) ser reaproveitada em meio a gráficos hiper modernos. E o melhor da linguagem dos games em prol da narrativa cinematográfica.

Mais Notícias

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -