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“O Funcionário Que Pede Para Não Ser Identificado”, Michel Melamed reflete sobre o colapso da criação artística

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Autor, ator e diretor de trajetória de destaque no cenário artístico brasileiro, Michel Melamed estreia o espetáculo “O Funcionário Que Pede Para Não Ser Identificado” no Sesc Copacabana. Conhecido por uma obra que atravessa teatro, literatura, televisão e performance, Melamed constrói surpreendentemente, uma criação que radicaliza sua investigação sobre linguagem, pensamento e cena.

Com texto, canções e direção assinados pelo próprio artista, a montagem reúne em cena Inez Viana, Simone Mazzer, Thalma de Freitas e Yasmin Gomlevsky – quatro intérpretes com atuação marcante na cena teatral e musical contemporânea. “Um elenco espetacular! Tentacular! Moiras! Inez, Simone, Thalma e Yasmin: divinas, emocionantes, ultra-talentosas… As quatro cavaleiras do apocalipse, as quatro estações, The Fab Four… Sorte e coragem estar ao lado destas mulheres!”, comemora Michel Melamed.

“O Funcionário Que Pede Para Não Ser Identificado” é uma comédia poética e musical que investiga o esgotamento da criatividade em tempos de excesso de produção, burocratização da arte e validações institucionais. Aliás, a narrativa se passa em um fictício Setor de Registro e Produção de Obras Artísticas, onde ideias precisam ser aprovadas para existir.

No centro da trama está uma funcionária incapaz de criar algo próprio, que passa a rejeitar sistematicamente os projetos alheios — até conceber sua grande e definitiva ideia: a “Obra de Arte Total”, construída a partir da colagem de tudo aquilo que foi recusado. Com humor ácido, musicalidade e um pensamento crítico afiado, o espetáculo tensiona questões contemporâneas sobre autoria, mercado, originalidade e sobrevivência artística.

“Um espetáculo sobre criatividade e dinheiro. A eterna batalha entre a livre criação e os donos da bola, então um espetáculo sobre linguagem… E, fundamentalmente, uma homenagem aos artistas, a profissão inadiável e inviável de máquinas do extraordinário. É teatro experimental e comercial. E mais uma tentativa… Sempre tentativas… De que? ‘Criar alguma coisa, qualquer coisa’, como diria A Funcionária, e, se possível, ainda mudar o mundo. Mesmo que só o meu.”, afirma diretor.

Ele conta, “É uma peça sobre sonhar, ter sonhos, perder os sonhos e o sono, uma peça sobre insônia, enfim. Microdramas verticais ao vivo (com micro-arcos dramáticos em cada palavra). O colapso da criação em um sistema burocrático, mercantil e saturado. Ou como diria Blanche, por causa dos duros golpes que a minha vaidade já recebeu”.

SERVIÇO Temporada: de 30/04 a 24/05 Horário: quintas e sextas-feiras, 20h | sábados e domingos, 18h / Ingressos:  https://www.ingresso.com/eventos/local/sesc-copacabana / Classificação: 14 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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