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Companhia Ensaio Aberto apresenta “O Dragão”, de Eugène Schwartz

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Há 400 anos, uma cidade é dominada e enganada por um dragão de três cabeças. Um conto de fadas para adultos, uma fábula que narra a história de um povo que não conhece a verdadeira liberdade. “Não se conta um conto de fadas para esconder, mas para revelar”, diz o autor e escritor russo Eugène Schwartz, que iniciou a dramaturgia de O Dragão às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, Hitler e Stalin assinam o pacto germano-soviético, um pacto de não agressão (um pacto de “paz”). Era “meia-noite no século”.

Em 1941 Hitler quebrou o pacto com a Operação Barbarossa, invadindo a Rússia e abrindo a segunda frente de batalha da Segunda Guerra Mundial. No final de 1941 Stalingrado é sitiada pelos alemães. O destino do mundo está sendo disputado nos vastos espaços da União Soviética. Schwartz retomou a ideia em 1943, quando foi banido, junto com toda a companhia do Teatro de Comédia de Leningrado para a hoje cidade de Duchambé, no Tajiquistão, e, em um ano, concluiu “O Dragão”.

A montagem da Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, leva à cena o encantamento e a imaginação dos contos fantásticos, as cores de Chagall e a potência histórica de uma memória de luta ancorada em nossa realidade

““O Dragão” é uma peça que, apesar de escrita em 1943, traz de volta as conquistas do teatro russo-soviético dos anos 20 e dos anos 30. Um texto profundamente político, onde a fantasia tem um papel fundamental. O espetáculo é oportuno e necessário, especialmente quando nos encontramos na iminência de uma possível 3ª Guerra Mundial e assistimos passivamente ao assassinato de milhares de civis em Gaza, no Líbano e em outras partes do mundo”, afirma o diretor.

Beth Filipecki e Renaldo Machado assinam os figurinos, Cesar de Ramires a luz, Felipe Radicetti a direção musical e trilha original. A preparação corporal é de Luiza Moraes, e a parte da acrobacia aérea leva a assinatura de Adelly Costantini e Lana Borges. O grande dragão, a máscara do gato e outros adereços foram confeccionados por Eduardo Andrade, enquanto Claudio Baltar é o responsável por ter projetado a traquitana em que Lancelot e o Dragão de seis metros sobrevoam a plateia. Em cena, 24 atores se revezam, entre personagens e o coro operário, lanceiros e tropa de choque. O diretor Luiz Fernando Lobo faz o dragão, Leonardo Hinckel é Lancelot, Tuca Moraes, o gato; Luiza Moraes, Elsa; Gilberto Miranda, Carlos Magno; Claudio Serra, o burgomestre, e Mateus França, Henrique.

A tradução da peça é da escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Tuca Moraes assina a direção de produção, Aninha Barros a produção executiva.

SERVIÇO
Temporada: 1º de maio a 8 de junho de 2026 Local: Armazém da Utopia (Armazém 6, Cais do Porto, s/n)
Horário: Sextas, sábados, domingos e segundas, às 20h | Abertura da casa 1h antes do início do espetáculo
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 105 minutos
Ingressos: www.sympla.com/armazemdautopia ou pelo whatsapp (21) 97976-0046 

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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