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“O Caminho do Ouro”, na a.thebaldigaleria, no CasaShopping

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Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro na exposição O Caminho do Ouro” que será inaugurada na a.thebaldigaleria, no CasaShopping. Mais do que a origem geográfica em comum, Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.

Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.

Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Algumas com formas próxima às configurações dos antigos objetos e outras que partem dessa referência, mas caminhas para objetos contemporâneos que discutem a cerâmica contemporânea e se colocam como objetos artísticos e se mesclam a formas de minha vivência de infância na roça. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.

Todas as peças foram feitas em cerâmica de alta temperatura, queimadas à lenha em fornos Anagama e Novorigama em ciclos de até 72 horas ininterruptas de fogo.

A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. Suas pinturas apresentam cenas de entardecer em transformação: brancos que se tingem de nuances amareladas e contrastam com os pretos evidenciando luz e sombra, verdes que se adensam em tons oliva e fundos terrosos, e azuis que lentamente se aprofundam até atingir tonalidades índigo. Em alguns momentos, a atmosfera se aproxima do noturno, reduzindo o campo de visão e criando áreas de respiro que parecem flutuar, convidando o olhar a percorrer a imagem em constante descoberta. 

Áreas acinzentadas surgem como infiltrações dessa matéria densa, apontando para novos percursos, caminhos que remetem ao minério, ao carvão e ao pó.

Destaque da mostra, a obra “Terra Vermelha” organiza-se como um tríptico em que o movimento é elemento central. Suas partes sugerem o deslocamento do solo, evocando placas tectônicas e um tempo em permanente tensão, onde a composição irradia energia em tons de vermelho e laranja.

A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.

Linhas, ângulos e geometrias emergem como elementos estruturais dessa pesquisa, revelando a tensão constante entre permanência e transformação. O gesto artístico ultrapassa o ateliê e se inscreve diretamente no espaço urbano. Ao colar telas em ruas, viadutos, muros e calçadas, o artista extrai da cidade sua epiderme, apropriando-se de fragmentos que carregam histórias anônimas e camadas invisíveis. Esses vestígios são então reorganizados, transformados em paisagens que não representam a cidade, mas a reinterpretam sob um olhar singular.

Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. Longe de um compromisso com uma representação naturalista, ele sugere a reinvenção do território por meio de uma abordagem lúdica e singular, criando uma nova proposição de espaços – lugares. 

Seu trabalho lança um olhar único sobre a espacialidade, elaborando novas geografias visuais: montanhas e serras são recriadas de forma onírica, em composições que evocam tanto memória e quanto imaginação. Nas obras, uma paleta marcada por tonalidades terrosas e neutras, reforça a materialidade das superfícies e dialoga com as faturas plásticas presentes nas obras, consolidando a poética desta série, profundamente inspirada no relevo e nas jazidas das paisagens das Minas Gerais.

Serviço: 21 de maio até 14 de junho de 2026 / Local: a.thebaldigaleria Endereço: Av. Ayrton Senna, 2150 – lojas F e M – bloco G – Barra da Tijuca

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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