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“COMUNICADO A UMA ACADEMIA”, inspirada no conto de Franz Kafka, na Fundição Progresso

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A peça/filme “COMUNICADO A UMA ACADEMIA”, inspirada no conto de Franz Kafka, estreia na sede da Intrépida Trupe na Fundição Progresso. Com direção compartilhada por  Cavi Borges e Patricia Niedermeier, “COMUNICADO A UMA ACADEMIA” aprofunda a pesquisa da dupla na fronteira entre teatro, cinema e o corpo em estado de risco.

Em cena,  a atriz Patrícia  Niedermeier dá corpo e voz a Pedro Vermelho, um ex-símio que narra sua transformação em humano não como conquista, mas como estratégia de sobrevivência. A partir dessa perspectiva, o espetáculo faz uma livre adaptação do conto  de Franz Kafka, investiga os modos de existir em uma sociedade marcada pela coerção, pela normatização e pela perda de individualidade.

Cavi conta, ” “Comunicado a uma Academia” segue o  formato peça/filme, que é um trabalho que já desenvolvo há cinco anos com a Patrícia, nós já montamos cinco peças-filmes juntos. São peças que misturam a linguagem do cinema que vem de mim e a linguagem do teatro que vem da Patrícia e agora temos um terceiro elemento com a entrada da Intrépida Trupe que é o circo. A estreia vai ser na sede da Intrépida na Fundição e marca o início da parceria – Cavideo e Espaço de Criação Intrépida Trupe, vai ter Cineclube, cursos de cinema. A Intrépida vai fazer 40 anos e a Cavideo 30 anos em 2026, e esta união é uma celebração  destes dois ícones da cultura carioca.”

A encenação incorpora elementos do circo  com direção de movimento de Beth Martins e Vanda Jacques (diretoras do grupo Intrépida Trupe) em diálogo com a linguagem da Intrépida Trupe. Entre tensão, repetição e exaustão, o gesto revela o processo de domesticação e transformação do personagem.A fisicalidade radical expõe o conflito entre instinto e norma, criando uma experiência sensorial em que o espectador é atravessado pela urgência dessa experiência.

Em um mundo atravessado por guerras — externas e internas — onde tantas subjetividades são apagadas ou moldadas para garantir pertencimento, a peça lança perguntas inquietantes: o que resta de nós quando precisamos imitar para sobreviver?  “Quantos de nós não nos tornamos, de algum modo, ex-algo para resistir a uma estrutura homogeneizadora e autoritária? O personagem Kafkaniano é  imperfeito, ambíguo e profundamente humano.” , declara Patricia. 

Serviço: De dia 25 de abril até 6 de junho / Ingressos no local / Classificação 12 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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