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Flavia Daudt reflete sobre a riqueza ecológica em nova exposição

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Um percurso sensorial e poético pelo Cerrado brasileiro por meio da arte contemporânea é o que propõe a exposição “Ser(tão): Imersão no Cerrado” no Museu do Jardim Botânico. Com obras inéditas da artista visual Flavia Daudt, a mostra ocupa diferentes espaços do museu e articula fotocolagem, instalação e arte sonora para refletir sobre a riqueza ecológica e a vulnerabilidade do segundo maior bioma do país.

O Museu do Jardim Botânico convida o público a refletir sobre o Cerrado e os desafios relacionados à sua conservação. Ocupando cerca de um quarto do território nacional e responsável por importantes nascentes hidrográficas, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária.

A partir de pesquisas e viagens realizadas desde 2021, Flavia Daudt e Ana Paula Freitas Valle desenvolveram trabalhos inspirados nas paisagens, espécies e comunidades do Cerrado. Para a exposição no Museu do Jardim Botânico, foi concebido um percurso dividido em três ambientes, associados simbolicamente à terra, à água e ao ar.

Logo na entrada, o público encontra a instalação “Um Cerrado Assim”, idealizada por Ana Paula Freitas Valle, composta por grandes fotocolagens de autoria de Flavia Daudt, impressas em seda e organza, em grandes dimensões de até quase três metros de altura. As obras recriam poeticamente as paisagens e belezas naturais do bioma. O espaço também apresenta esculturas inspiradas em cupinzeiros produzidas pelo artista convidado Willy Reuter, que ampliam a sensação de imersão na paisagem retratada.


Outro destaque é “Terra que Guarda”, instalação de 8 metros de altura que ocupa a escada principal do museu com a imagem monumental de uma árvore e suas raízes bordadas pela artista convidada Mirele Volkart. A obra desce do pé-direito até o térreo do museu e é complementada por uma arte sonora com o barulho das águas, assinada por Joe Stevens.

No primeiro pavimento, a exposição homenageia o joão-de-pau, ave presente no Cerrado brasileiro, com um grande ninho de madeira imersivo – produzido com galhos de poda sustentável das árvores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – pelo artista convidado Ricardo Siri. Na parede, além de uma fotocolagem de autoria de Flavia Daudt, um grande painel com aves do bioma, desenvolvido pelo ornitólogo Luciano Lima, apresenta o canto de diferentes espécies.

Serviço: 23 de maio  a 3 de novembro / Museu do Jardim Botânico
Visitação: quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Entrada gratuita mediante retirada de ingresso pelo site https://jbrj.eleventickets.com/#!/home

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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