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“Primeira Pessoa”, com Homero Ligere, estreia no Teatro Glaucio Gill

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O espetáculo Primeira Pessoa”, com texto de Homero Ligere e Wagner D’Avilla, estreia no Teatro Glaucio Gill,  com a proposta de uma reflexão contemporânea e sensível sobre a masculinidade tóxica. Com direção de Renata Mizrahi e Guilherme Scarpa, a montagem percorre diferentes etapas da vida de um homem em um mergulho íntimo sobre afeto, fragilidade e os paradigmas que moldam o universo masculino.

Sem fórmulas prontas ou discursos fechados sobre o que significa “ser homem”, “Primeira Pessoa” aposta em um olhar livre e poético, que revela vulnerabilidades, medos e contradições frequentemente abafados ao longo da vida. “Essa peça fala sobre homens que foram ensinados a esconder sentimentos e endurecer emoções. Quisemos abrir espaço para falar de afeto, receios e fragilidade”, afirma Homero Ligere.

Coautor da peça, Wagner D’Avilla ressalta a questão do pertencimento. “O que mais me interessa nessa história é justamente a delicadeza com que revisitamos esse lugar escuro. Esse lugar assustador onde, muitas vezes, a gente acredita que não existe saída. E talvez exista algo profundamente libertador nisso: perceber que nem tudo precisa ser resolvido para, finalmente, ser acolhido”, diz. 

Com linguagem intimista, o espetáculo se coloca como um convite ao diálogo sobre temas ainda pouco debatidos entre os homens, como vulnerabilidade emocional, pressão social e liberdade individual, a partir de um mergulho na infância e adolescência de um homem criado nas décadas de 80 e 90, quando ainda não existia nome para a prática terrível do bullying, normalizada naquele tempo. 

“Muitos meninos e meninas foram silenciados, atacados, humilhados e obrigados a se enquadrar para corresponder a padrões arcaicos e totalmente ultrapassados. ‘Primeira Pessoa’ chega aos palcos para dar voz, corpo e redenção a esses casos, de forma poética potente, a fim de combater qualquer forma de preconceito ou cerceamento da liberdade individual. E é bom demais fazer isso tudo ao lado da Renata Mizrahi, que me convidou para dividir com ela a direção”, conta o diretor Guilherme Scarpa.

Esse trabalho a quatro mãos criou um processo de ensaio de muita escuta e trocas, segundo a diretora Renata Mizrahi: “É uma experiência muito rica dirigir o texto do outro. A dramaturgia do Homero e do Wagner é cheia de coragem e poesia de cura. Dirigir é escutar. Pensar a cena para trazer a “Primeira Pessoa” à frente ao lado do meu parceiro Guilherme Scarpa, em dupla, foi como escutar em dobro e aprender a negociar com delicadeza. Obrigada, Guilherme e Homero, pela confiança. Foi uma viagem bonita para dentro, para que agora esteja tudo do lado de fora! Que todos possam embarcar com a gente! Evoé!”, celebra. 

Serviço: De 3 a 24 de junho / Teatro Glaucio Gill Praça Cardeal Arcoverde s/n°, Copacabana / Ingressos na Bilheteria física e no site da Funarj

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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