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Museu da República se transforma em território de celebração da ancestralidade

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O Museu da República será palco de um dos mais importantes encontros dedicados à valorização dos Povos e Comunidades Tradicionais do Estado do Rio de Janeiro. Nos dias 20 e 21 de junho acontece o 3º Encontro das Nações – Saberes do Estado do Rio de Janeiro, reunindo representantes de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais de terreiro, cultura cigana, comunidades quilombolas, baianas tradicionais, mestres da cultura popular, artistas, pesquisadores, escritores, lideranças comunitárias e agentes culturais em uma grande celebração da ancestralidade e do patrimônio cultural brasileiro.

Mais do que um evento cultural, o 3º Encontro das Nações é um espaço de encontro entre os diversos Povos e Comunidades Tradicionais que preservam saberes, práticas e manifestações fundamentais para a identidade cultural brasileira.

Com entrada gratuita e programação voltada para toda a família, o evento chega à sua terceira edição consolidando-se como um espaço de diálogo, reconhecimento e fortalecimento das tradições que ajudam a construir a identidade cultural fluminense.

Nesta edição, o encontro alcança um marco importante ao reunir 90 expositores, número que representa a capacidade máxima permitida pelo Museu da República para ocupação dos espaços destinados à feira multicultural. Para quem conhece a estrutura do local, a lotação total dos espaços expositivos demonstra a dimensão e o sucesso alcançado pelo evento, que cresce a cada edição e se consolida como uma das principais celebrações dos Povos e Comunidades Tradicionais do estado.

Idealizado por Marcelo Fritz e realizado pelo ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, o encontro promove a integração entre diferentes manifestações culturais por meio das tradições indígenas, afro-brasileiras, ciganas e dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro, valorizando saberes ancestrais, religiosidade, gastronomia, literatura, música, dança, artesanato e práticas culturais transmitidas de geração em geração.

“Chegar à terceira edição é a confirmação de que existe uma necessidade real de reunir, valorizar e dar visibilidade aos saberes dos povos e comunidades tradicionais. O Encontro das Nações nasceu para ser um espaço de pertencimento, respeito e reconhecimento da riqueza cultural que forma o nosso estado. Mais do que um evento, é um movimento de preservação da memória, fortalecimento da identidade e valorização da diversidade”, afirma o idealizador Marcelo Fritz.

Um encontro entre diferentes tradições que formam a identidade brasileira

Durante os dois dias de programação, o público terá a oportunidade de vivenciar manifestações culturais indígenas, afro-brasileiras, ciganas e de diversas comunidades tradicionais que mantêm viva uma herança transmitida de geração em geração.

Entre os participantes estão lideranças indígenas de diferentes aldeias do país, representantes da cultura cigana, povos e comunidades tradicionais de terreiro, mestres da cultura popular, jongueiros, percussionistas, artistas, escritores, baianas tradicionais, artesãos e guardiões de saberes que compõem um patrimônio cultural vivo e fundamental para a construção da identidade brasileira.

Já confirmaram presença importantes lideranças indígenas, entre elas Mestre Jiru Pataxó e Aruanda Pataxó, da Aldeia Velha, em Porto Seguro (BA); Xohã Pataxó; Garapira Pataxó; Kandara Pataxó, presidente da Associação de Mulheres Indígenas Pataxó do Extremo Sul da Bahia; e Maiuri Pataxó.

Os representantes indígenas abrirão os dois dias de programação com cantos tradicionais, danças e interação com os visitantes. Mestre Jiru Pataxó também realizará uma tradicional defumação ancestral, proporcionando uma experiência de conexão com os saberes dos povos originários.

Os Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro terão papel de destaque durante o encontro, apresentando manifestações culturais, literatura, musicalidade, gastronomia ancestral, saberes tradicionais e práticas que fazem dos terreiros importantes espaços de preservação da memória, acolhimento, educação e resistência cultural.

Já os povos ciganos levarão ao evento sua arte, espiritualidade, música e tradições, incluindo a tradicional Procissão de Santa Sara Kali, um dos momentos mais simbólicos da programação.

O evento também celebra importantes patrimônios culturais brasileiros, como as tradicionais baianas do acarajé, mestres da cultura popular, guardiões da oralidade, da gastronomia ancestral e das práticas que mantêm vivas as raízes culturais do país.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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