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“Cabo Enrolado” chega ao RJ, no Teatro Firjan SESI Centro

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Propondo refletir sobre temas que permeiam, da infância até a vida adulta, a trajetória de um jovem periférico, “Cabo Enrolado” (gíria utilizada entre motociclistas), aborda a experiência cotidiana das comunidades com base no processo de urbanização das favelas paulistanas, na mobilidade social e nos novos modelos e possibilidades de trabalho instaurada pelos aplicativos de serviço.

Para o diretor e ator Júlio Lorosh, o tema se encontra em ótimo momento para um debate amplo sobre os novos modelos de serviços. “É uma forma de pensar e reorganizar o nosso olhar cultural com relação ao trabalho. Assim, propomos, através da obra, que as pessoas, sendo periféricas ou não, tenham suas percepções e contribuam para o debate que afeta a todos nós”, comenta.

“Cabo Enrolado” integra a pesquisa cênica do ator Júlio Lorosh, através de sua vivência e memória, buscando dialogar com os sonhos, os desejos, as angústias e os anseios de uma juventude periférica. A peça se constrói por meio da subjetividade um retrato imaginário, divertido e poético do cotidiano suburbano.

A direção faz uso de referências (signos), como o funk e o hip-hop, no cenário, na trilha musical, na dança e no estilo urbano cultural paulistano.  O espetáculo apresenta canções originais como “Tudo no Meu Nome”, “Paixão de Arlequina” e “Benção”, escritas por Júlio e Dunstin Farias, que ajudam na imersão para uma realidade paralela dos grandes centros urbanos.

“A obra reflete muito a cultura periférica paulistana, entendemos assim as diferenças entre outras periferias, como a do Rio. Mas através dos signos que compartilhamos em comum, identificamos que o que faz um povo é sua capacidade de imaginar a mesma coisa por meio da interpretação dos signos”, afirma Lorosh.

O ator fala com orgulho a composição realizada entre o texto e o cenário, para entendimento e proximidade com seu público. Reafirmando a capacidade de expandir o diálogo com todas as pessoas, independentemente de suas experiências individuais. “Acredito que o espetáculo consegue refletir algo em comum que une as pessoas, mesmo aquelas que não possuem experiências periféricas. Elas podem, sim, se aproximar da mensagem principal que é proposta”, finaliza.

SERVIÇO: De 13 a 28 de julho, às 19h. / Segundas e Terças-feiras / Teatro Firjan SESI Centro (Av. Graça Aranha, 1, Centro / Ingressos pela Sympla / Classificação: 12 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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