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“Entre o moderno e o contemporâneo” : MAM Rio inaugura exposição com obras de suas três coleções

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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe a exposição “Entre o moderno e o contemporâneo: arte nas coleções do MAM Rio“, viabilizada pela parceria entre o museu e a Petrobras. Reunindo obras de cerca de 170 artistas que ajudam a contar a história da arte moderna e contemporânea no Brasil, a exposição garantirá acesso permanente para públicos da cidade e visitantes a património artístico fundamental para o país. O percurso articula a trajetória da produção artística nacional nos séculos XX e XXI à história do próprio museu, destacando o papel desempenhado pelo MAM Rio na formação e difusão da arte brasileira. 

"Entre o moderno e o contemporâneo
Foto Rafael Adorján

A exposição toma como ponto de partida o projeto moderno que, nas primeiras décadas do século XX, buscou construir uma arte e, por extensão, uma cultura capaz de expressar a singularidade cultural nacional. Foi esse mesmo impulso que contribuiu para a criação do MAM Rio, fundado em 1948. A partir dessa conexão histórica, a mostra acompanha diferentes movimentos, linguagens e experimentações que marcaram a arte brasileira, ao mesmo tempo em que revela a presença do museu carioca em momentos decisivos dessa trajetória.

“As obras reunidas em “Entre o moderno e o contemporâneo” são incontornáveis para a compreensão da arte brasileira moderna e contemporânea e, apresentadas em conjunto, revelam a força e a diversidade do acervo do MAM Rio. Queremos ampliar o acesso a esse patrimônio cultural e mostrar como as coleções do museu oferecem uma leitura singular da história da arte no Brasil, construída a partir da própria trajetória do museu e de seu compromisso permanente com a preservação, a pesquisa, a educação e a formação de públicos”, comenta Yole Mendonça, diretora executiva do MAM Rio. 

Reunindo ítens pertencentes à Coleção MAM Rio, à Coleção Gilberto Chateaubriand e à Coleção Joaquim Paiva, a coletiva apresenta trabalhos de artistas fundamentais para a compreensão da Arte Moderna e contemporânea no país.

A seleção inclui obras de Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Amilcar de Castro, Anita Malfatti, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arjan Martins, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Claudio Tozzi, Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Franz Weissmann, Heitor dos Prazeres, Hélio Oiticica, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake, entre muitos outros nomes decisivos para a construção da arte brasileira desde o começo do século XX.

Organizada de forma cronológica, “Entre o moderno e o contemporâneo” estrutura-se em oito núcleos

Modernismos, Abstrações além da forma, O impulso geométrico, O retorno da figuração, Arte experimental, A nova pintura nos anos 1980, Elementos apropriados e A partir de 1990. A divisão dialoga com categorias consolidadas pela historiografia da arte no Brasil, permitindo ao visitante acompanhar transformações estéticas, conceituais e políticas que atravessaram a produção artística ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI.

Entre as obras apresentadas estão marcos importantes, como A japonesa (1924), de Anita Malfatti ou Urutu (1928) de Tarsila do Amaral; trabalhos de Alfredo Volpi e Guignard associados aos desdobramentos do modernismo; pinturas de Iberê Camargo, Manabu Mabe e Tomie Ohtake ligadas às pesquisas abstratas informais do pós-guerra; obras de Ivan Serpa, Judith Lauand e Franz Weissmann que ajudam a compreender o desenvolvimento da arte geométrica no país; além de trabalhos de Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Antonio Manuel e Artur Barrio, artistas centrais para a expansão dos limites da arte brasileira a partir das décadas de 1960 e 1970.

Embora estruturada cronologicamente, Entre o moderno e o contemporâneo” não propõe uma narrativa linear ou definitiva. A presença de obras que perpassam diferentes momentos históricos e uma expografia concebida para estimular múltiplos percursos convidam o público a estabelecer relações transversais entre períodos, linguagens e contextos distintos. Além disso, o projeto expográfico retoma referências do design moderno, ao mesmo tempo em que cria condições para leituras abertas e não hierárquicas do conjunto apresentado.

A narrativa expositiva de “Entre o moderno e o contemporâneo” é enriquecida por verbetes distribuídos em QR codes, que oferecem acesso a textos, fotografias e documentos preservados nos acervos documentais do museu, e contextualizam episódios decisivos da história do MAM Rio e da arte brasileira. Esses conteúdos, certamente, ampliam a compreensão das obras e artistas ao situá-las nos debates e transformações que marcaram a produção artística no país.

SERVIÇO: Abertura: 25 de julho de 2026
Horários de visitação: Quartas, quintas, sextas, sábados domingos e feriados, das 10h às 18h
Aos domingos, das 10h às 11h, visitação exclusiva para pessoas com deficiência intelectual
Ingressos: https://www.mam.rio/ingressos
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
End: Av. Infante Dom Henrique, 85

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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