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Portinari na China chega ao no Museu Histórico Nacional 

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O Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, inaugura no dia 12 de agosto de 2026 a Sala Petrobras — Janela para Pequim: Portinari na China, espaço expositivo criado pelo Projeto Portinari como contrapartida cultural da histórica mostra “O Brasil de Portinari”, em cartaz no Museu Nacional da China, em Pequim. A sala integra o Ano Cultural Brasil-China 2026 e propõe ao público brasileiro uma experiência imersiva sobre o diálogo cultural entre as duas nações a partir da trajetória e da obra de Candido Portinari.

A abertura da sala dá forma, no Rio de Janeiro, a um intercâmbio de mão dupla. Enquanto o Brasil leva a arte de Portinari a Pequim, a China apresenta ao público brasileiro, no mesmo Museu Histórico Nacional, a exposição “Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga” — mostra que reúne mais de 120 objetos do acervo do Museu Nacional da China e percorre cerca de 10 mil anos de civilização chinesa. Com as duas exposições sob o mesmo teto, o MHN se converte em um dos principais pontos de encontro do Ano Cultural Brasil-China 2026.

Pela primeira vez na história, um artista brasileiro realiza uma exposição individual no Museu Nacional da China, um dos museus mais visitados do mundo. Com a mostra “O Brasil de Portinari”, em cartaz desde 9 de junho, cerca de 4 milhões de pessoas terão acesso a 56 obras originais do pintor ao longo de quatro meses.

A Sala Petrobras — Janela para Pequim: Portinari na China nasce como o caminho de volta desse encontro. Em um espaço de cerca de 20 metros quadrados dentro do Museu Histórico Nacional, o visitante poderá acompanhar, aqui do Brasil, registros da exposição chinesa, além de objetos originais ligados ao universo de Portinari e elementos culturais vindos de Pequim.

A experiência imersiva – A experiência se estrutura a partir de três elementos centrais — uma mesa, um globo terrestre e um cavalete — que articulam diferentes dimensões da narrativa proposta pela mostra.

Na mesa, grãos de café recebem projeções audiovisuais inspiradas na cronologia visual da exposição “O Brasil de Portinari” na China. O grão de café surge como símbolo da origem do artista em Brodowski e da circulação internacional de sua obra, transformando-se simultaneamente em território, matéria e tela para contar a trajetória do pintor.

O globo terrestre conduz o visitante à segunda dimensão da experiência, contextualizando a China contemporânea e suas transformações históricas, da Revolução de 1949 aos avanços arquitetônicos e tecnológicos atuais. O conteúdo foi desenvolvido a partir de materiais audiovisuais fornecidos pelo governo chinês e de depoimentos colhidos junto ao público da exposição em Pequim, estabelecendo um horizonte compartilhado entre as duas culturas.

Já o cavalete apresenta animações produzidas com inteligência artificial, nas quais obras emblemáticas de Portinari ganham movimento e profundidade, revelando ao visitante o gesto criativo por trás das pinturas e aproximando o público do processo artístico do pintor.

“Mesa, globo e cavalete compõem uma pequena constelação narrativa que conecta Brasil e China a partir da arte de Portinari. Assim como o café atravessou oceanos e se tornou parte da história brasileira no mundo, a obra do artista também ultrapassa fronteiras e encontra novos públicos para dialogar”, destaca Marcello Dantas, curador da mostra.

Educação e acessibilidade

O projeto também contempla ações educativas e de acessibilidade. Mais do que um espaço de contemplação, a Sala Petrobras foi desenhada para ser um território de aprendizado ativo. O programa educativo provoca uma reflexão sobre as raízes que unem os dois povos e as distâncias que a arte encurta. Por meio da mediação, o público é convidado a explorar o processo de criação de Portinari como ferramenta de leitura do mundo contemporâneo, refletindo sobre a identidade brasileira e sua inserção no cenário global.

“Esta sala é o fechamento de um ciclo de intercâmbio histórico. O que realizamos em Pequim e agora trazemos para o público brasileiro é um convite à reflexão sobre as pontes que a cultura é capaz de construir. Ver o legado de Portinari dialogar tão profundamente com o público chinês — e agora ver essa energia retornar ao Rio de Janeiro — demonstra que a arte não conhece fronteiras geográficas. É uma honra podermos oferecer ao Brasil um recorte dessa experiência, evidenciando nossa identidade e nosso lugar no cenário global”, comenta João Candido Portinari, fundador e diretor-geral do Projeto Portinari e cocurador da Sala Petrobras.

Sobre o Projeto Portinari

Fundado em 1979, dentro da área científica da PUC-Rio, o Projeto Portinari tem como objetivo, além do resgate documental abrangente e rigoroso da vida e obra de Candido Portinari, democratizar o acesso ao seu legado artístico, ético e humanista. A iniciativa busca reforçar valores como a não violência, a justiça social, a fraternidade entre os povos e o respeito à dignidade da vida, além de contribuir para uma melhor compreensão do processo histórico-cultural brasileiro.

Já foram catalogados mais de 5.300 pinturas, desenhos e gravuras; mais de 25 mil documentos sobre sua obra e vida; mais de 6 mil cartas; fotografias, filmes e recortes; mais de 10 mil publicações; além de mais de 70 depoimentos gravados de artistas, intelectuais e personalidades de seu tempo, como Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Oscar Niemeyer e Luiz Carlos Prestes.

Todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente no site www.portinari.org.br.

Serviço: 12 de agosto até o dia 11 de outubro / O MHN abre de quarta a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h). Entrada gratuita.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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